Preços dos combustíveis devem baixar na próxima semana: Veja

Os preços dos combustíveis devem ficar mais baratos no início da próxima semana, de acordo com estimativas provisórias e em um momento em que o petróleo tem se desvalorizado nos mercados internacionais com a expectativa de um acordo de paz no Oriente Médio. As estimativas provisórias apontam para uma redução de seis centavos no caso do diesel e uma diminuição de um centavo no caso da gasolina, no início da próxima semana, apurou o Notícias ao Minuto com fonte do setor. Tratam-se de valores provisórios porque ainda faltam alguns dias de negociação. Esses dados surgem em um momento em que o preço médio do diesel comum está em 2,034 euros por litro, enquanto o da gasolina comum 95 está em 1,995 euros por litro. Acordo de paz à vista? As principais bolsas europeias abriram hoje com cautela e em leve alta, diante de um possível acordo de paz no Irã e desbloqueio do estreito de Ormuz, que novamente leva a uma queda no preço do barril de petróleo Brent. Os EUA e o Irã estão se aproximando de um acordo sobre um memorando para acabar com a guerra, informou a CNN, que cita uma fonte regional próxima às negociações. Espera-se que o Irã responda hoje à proposta dos EUA por meio dos mediadores. Nesse contexto, o preço do petróleo Brent, o de referência na Europa, para entrega em julho, recua 2,95%, a US$ 98,28, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), para entrega também em julho, de referência nos EUA, caía 2,70%, a US$ 88,77. Na quarta-feira, o Brent fechou com queda de 7,83%, embora durante o dia tenha chegado a perder quase 12% e a mínima da sessão tenha ficado em US$ 96,75. Bruxelas já admitiu estar se preparando para uma eventual falta de combustível e o ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, considera que, a acontecer, terá “um impacto muito negativo na economia portuguesa”. Beatriz Vasconcelos com Lusa | 08:40 – 06/05/2026 Governo quer reduzir pela metade dependência energética em 8 a 10 anos O Governo quer diminuir pela metade a dependência de combustíveis fósseis “nos próximos oito a dez anos”, a partir de uma estratégia baseada na eletrificação da economia, disse a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho. Falando na apresentação de um estudo da Associação Portuguesa de Energias Renováveis (APREN), em Lisboa, Maria da Graça Carvalho prometeu apresentar muito em breve ao parlamento uma estratégia que definiu como sendo ambiciosa para reduzir em 50% a dependência energética nacional. A ministra do Ambiente considerou que, quando se trata de produção de energia renovável, Portugal “não está atrasado, estando em muitos aspectos na linha de frente” da transição energética. “Somos um exemplo e não podemos perder a oportunidade”, disse ainda Maria da Graça Carvalho, ressaltando a existência de recursos naturais em território nacional para continuar a transição energética. A governante afirmou ainda que a redução da dependência energética dos combustíveis fósseis passa pela criação de áreas de aceleração de energias renováveis, com licenciamentos mais céleres e flexíveis, incentivos ao autoconsumo, mecanismos para apoiar a ligação de gases renováveis (como biometano e hidrogénio) à rede, reforço da capacidade de armazenamento e aposta na capacidade produtiva de gás e combustíveis renováveis. (Notícia atualizada às 10h12) Leia Também: Bolsas europeias sobem e petróleo cai com possível acordo de paz



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