Mota-Engil pede indeferimento liminar de ação intentada pela

Na nota, divulgada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a empresa disse que “tomou conhecimento da ação civil movida em um tribunal dos Estados Unidos da América pela Muddy Waters”. Essa ação, disse, pede a condenação do presidente executivo (CEO), Carlos Mota dos Santos, e da Mota-Engil por “difamação em face do fato de terem sido feitas declarações em entrevista ao jornal Expresso em 2024, de que a atuação da Muddy Waters em relação à Mota-Engil configuraria, em sua opinião, ‘manipulação de mercado'”. A notícia sobre a ação foi divulgada, nesta sexta-feira, pelo Negócios. No comunicado, a empresa indicou que “submeteu, entretanto, adequada defesa no tribunal competente, solicitando o indeferimento liminar da ação, desde logo por absoluta falta de fundamento do alegado pela Muddy Watters”. A Mota-Engil disse que “não pode deixar de reiterar aos seus acionistas e ao mercado em geral que cumpre escrupulosamente as regras contábeis aplicáveis (IFRS) e todos os requisitos de relatórios e comunicação com os ‘stakeholders'”. Reafirmou ainda “não apenas a absoluta exatidão das informações publicadas em seus Relatórios e demais informações, devidamente auditadas e supervisionadas pelo regulador (CMVM), bem como o escrupuloso respeito de todos os requisitos legais e de boa governança em todas as operações com partes relacionadas”. Em entrevista ao Expresso, em dezembro de 2024, o CEO da Mota-Engil acusou a Muddy Waters de “manipulação do mercado”, após em 2023 a construtora ter tido uma forte valorização bolsista, mas em 2024 sofreu várias quedas, alegadamente pressionada por investidores que apostam na queda das ações (‘short selling’), entre os quais a Muddy Waters. “Na minha perspetiva houve manipulação de mercado tanto para mais porque esse fundo é sobejamente conhecido nalgumas praças, teve um processo complicado com a SEC (supervisor do mercado de capitais norte-americano) nos Estados Unidos e um processo de manipulação do mercado na Alemanha”, referiu na entrevista. Leia Também: Bolsa de Lisboa acompanha ‘maré vermelha’ europeia



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