Cidadão Chinês Detido em Maputo Com 200 Quilos de Marfim

Cidadão Chinês Detido em Maputo Com 200 Quilos de Marfim

advertisemen tO Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) deteve, na cidade de Maputo, um cidadão chinês encontrado na posse de cerca de 200 quilos de marfim, já cortado para comercialização ilegal, informou a TV Miramar. Segundo o órgão, a prisão ocorreu na quinta-feira, 2 de abril, na residência do suspeito, um homem de 55 anos, que supostamente se preparava para transportar o produto para um destino ainda sob investigação. Segundo o porta-voz do SERNIC em Maputo, João Adriano, há indícios de que o marfim seria retirado do País como parte de uma rede de tráfico. “Estamos falando de cerca de 200 quilos de marfim já em processo de saída do País. Interessa-nos agora apurar sua origem, o destino final e a possível existência de cúmplices ou intermediários”, disse. A prisão foi realizada em flagrante, após denúncias que permitiram às autoridades localizar o suspeito e apreender o material. Segundo o SERNIC, o caso configura crime de transporte e posse de produtos de espécies protegidas, infração punível com penas que podem variar entre 12 e 16 anos de prisão. Durante a operação, as autoridades também apreenderam três passaportes válidos em posse do suspeito, além de outros documentos de identificação e residência, o que levanta suspeitas de uma possível tentativa de fuga. Foram igualmente encontrados cerca de 50 mil meticais em dinheiro, bem como valores em moeda estrangeira. As autoridades confirmaram que o cidadão estrangeiro estava legalmente em Moçambique, e agora está sob custódia para investigação. O tráfico de marfim continua a representar uma ameaça significativa à fauna bravia no País, apesar dos esforços das autoridades para coibir a caça furtiva. Dados da Administração Nacional de Áreas de Conservação (ANAC) indicam que Moçambique possui cerca de 10 mil elefantes, espécie frequentemente visada por redes ilegais devido ao valor do marfim no mercado internacional. A legislação nacional de conservação da biodiversidade prevê penas severas para crimes dessa natureza, incluindo multas e penas de prisão que podem chegar a até 16 anos para aqueles envolvidos no abate, transporte e comercialização ilegal de espécies protegidas.

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