Mário Centeno: Mercado de trabalho “não tem défice de

“Há muito poucos países no mundo, e os Estados Unidos não são um deles, em que a rotação do emprego seja maior do que em Portugal. Há muito poucos países no mundo que tenham níveis de flexibilidade laboral comparável à portuguesa”, argumentou Centeno, no encerramento da 3ª Conferência Anual do Trabalho, organizada pelo Eco, em Lisboa. O economista assegurou assim que, na sua visão, não há déficit de flexibilidade no mercado de trabalho português. Centeno também ressaltou que é preciso analisar os dados com cautela, e, por exemplo, o desemprego juvenil não é uma boa estatística, principalmente quando estamos em pleno emprego, porque “esses jovens estão desempregados porque rodam de emprego para emprego e são pegos na estatística naquele momento como desempregados”. Olhando os dados, da flexibilidade e da rotação de emprego, talvez até haja “muita mobilidade em Portugal”, assumiu. Para o ex-governador, o que é preciso é estabilidade, previsibilidade e credibilidade, para ter “bons processos legislativos e boa condução da política econômica”. Centeno defendeu dessa forma que as mudanças legislativas devem ser precedidas de análise dos dados, como aconteceu nas emendas de 2007, quando o Livro Verde e o Livro Branco foram feitos antes de avançar com a mudança da lei trabalhista. O economista também argumentou que “não é a legislação trabalhista que impede a melhoria da produtividade”, tendo sido a “baixíssima formação e níveis de qualificação com que os portugueses entravam para o mercado de trabalho” que afetou esse indicador. O anteprojeto de reforma da legislação trabalhista, intitulado Trabalho XXI, foi apresentado em 24 de julho de 2025 como uma revisão “profunda” da legislação trabalhista, contemplando mais de 100 alterações na CLT. Leia Também: PSD consegue adiar votações para ouvir Centeno sobre prédio do BdP



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