UGT admite “continuar a negociar”, se Governo fizer novas

UGT admite "continuar a negociar", se Governo fizer novas

O representante da UGT falava ao final de uma audiência com o presidente da República, António José Seguro, em Lisboa, sobre a proposta governamental de reforma do Código do Trabalho que entrou em sua reta final sem que os parceiros sociais chegassem a um entendimento. “Não estou confortável ainda com a proposta que está na mesa”, disse o líder da UGT a jornalistas, referindo-se ao resultado de cerca de nove meses de negociação. Por isso, “se houver alguma proposta do governo que possa melhorar” as mudanças na lei trabalhista, “a UGT continua disponível e aberta” para negociar, explicou. Para quinta-feira, está prevista uma reunião extraordinária do secretariado nacional da UGT para decidir se a central sindical dá “luz verde” à proposta final de mudanças na legislação trabalhista. “Amanhã vai decidir-se sobre a última versão que está em cima da mesa. Se o Governo tiver propostas que venham melhorar o que está em cima da mesa, a UGT vai apreciá-las”, adiantou o líder sindical. Mário Mourão admitiu assim que o processo de negociação pode ser reaberto se houver movimento do governo nesse sentido, antes de enviar o projeto ao parlamento, já que “a UGT nunca se furtou ao diálogo”. “Eu sou um crente”, acrescentou. Caso a proposta do Governo siga para o parlamento sem os pontos que tiveram o acordo da central sindical, Mourão disse que “a UGT estará junto do partidos a entregar as suas propostas e a fazer pressão para que contemplem todas as matérias que foram consensualizadas”. Refutou também notícias que indicavam que na primeira reunião do secretariado nacional da UGT não teria sido apreciada a última versão negociada com o Governo e com os empregadores, acrescentando que não conhece “documentos diferentes”. O líder da UGT lamentou ainda que o processo de negociação tenha lhe tirado tempo “para preparar a festa do 1º de Maio, que é a festa dos trabalhadores”, e “um evento importantíssimo” para a central sindical. O anteprojeto de reforma da legislação trabalhista, intitulado “Trabalho XXI”, foi apresentado pelo governo em 24 de julho de 2025 para permitir uma revisão “profunda” da legislação trabalhista, ao contemplar mais de 100 mudanças na CLT. (Notícia atualizada às 18h44) Leia Também: Carneiro diz que será difícil UGT aprovar mudanças nas leis trabalhistas

Publicar comentário