“Concertação Social existe com objetivo do Governo legitimar

"Concertação Social existe com objetivo do Governo legitimar

“A concertação social existe apenas com um objetivo que é colocar no Governo a possibilidade de legitimar as medidas que quer ver aprovadas na Assembleia da República”, disse o dirigente em conferência de imprensa na sequência da reunião do Conselho Nacional da estrutura sindical. Tiago Oliveira disse ainda que “a Concertação Social deveria servir, de fato, como um local onde as diversas estruturas ali presentes pudessem contribuir de forma a melhorar as condições de vida de quem trabalha”. “Este Governo fugiu à discussão com a CGTP ao longo destes meses, fugiu à discussão, não levando à Concertação Social a discussão do pacote laboral. Fez um conjunto de reuniões paralelas à concertação social com o objetivo de tentar, no fim destas reuniões, aí sim, em sede de concertação social, pôr o carimbo final”, reiterou o dirigente. “Isso demonstra que este Governo, ao contrário do que disse e que tem tentado dizer, é um Governo profundamente antidemocrático”, acrescentou. Perguntado sobre a presença da UGT nas reuniões, o secretário-geral respondeu que “a CGTP irá responsabilizar-se totalmente por aquilo que foi o caminho que decidiu trilhar, o caminho de combate e de rejeição do pacote laboral, o caminho que os trabalhadores se pronunciaram nas lutas que têm feito”. Tiago Oliveira, afirmou hoje também que a manifestação no dia 01 de Maio será “um grande momento de luta” com a “exigência da retirada do pacote laboral”. “Vamos ter um grande Primeiro de Maio, vamos ter um grande momento de luta, um grande momento de afirmação, com uma palavra de ordem (…) que é a exigência da retirada do pacote trabalhista”, disse Tiago Oliveira. “O pacote trabalhista está rejeitado, temos que derrotá-lo”, acrescentou. O anteprojeto de reforma da legislação trabalhista, intitulado Trabalho XXI, foi apresentado em 24 de julho de 2025 como uma revisão “profunda” da legislação trabalhista, contemplando mais de 100 alterações na CLT. Leia Também: Lei trabalhista? Governo diz que “corre prazo” para UGT apresentar propostas

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