Queimadas Descontroladas Destruíram 600 Hectares de Floresta
advertisemen tPelo menos 600 hectares de floresta foram destruídos, nos últimos seis meses, na sequência de queimadas descontroladas, maioritariamente nas zonas tampão das áreas de conservação na província de Inhambane, sul do País, informou a Lusa, neste domingo, 3 de Maio. “Há uma maior incidência de queimadas descontroladas sobretudo nas zonas tampão das áreas de conservação (…). Ao redor do Parque Nacional de Zinave temos registos preocupantes, temos também registos no interior do Parque Nacional do Arquipélago de Bazaruto (e) um pouco pela Reserva Nacional de Pomene”, disse Renato Bata, director dos Serviços Provinciais do Ambiente, em Inhambane. Segundo o oficial, as queimadas descontroladas são uma das principais causas de desmatamento na província, sendo motivadas pela caça furtiva, agricultura e busca de pasto para criação de gado. “Em termos numéricos estamos falando de aproximadamente 600 hectares cadastrados, mas sabemos que existe muito mais que isso”, disse Renato Bata. As autoridades em Inhambane realizam ações para frear a desflorestação na província, entre as quais está a educação ambiental, “com foco para o combate às queimadas descontroladas”. “Incutimos na comunidade a necessidade de proteger os recursos naturais disponíveis”, conclui o diretor. Em dezembro do ano passado, a Lusa informou que Moçambique perde anualmente 500 milhões de dólares em práticas “insustentáveis” no setor florestal, como a exploração madeireira ilegal e a agricultura de corte e queima, estimou o Forest Stewardship Council (FSC). A desflorestação em Moçambique afetou 875 453 hectares entre 2019-22, atingindo principalmente as províncias de Niassa e Zambézia, segundo relatório do Instituto Nacional de Estatística (INE), segundo o qual, em 2022, a desmatação – de vários tipos de floresta – recuou 31% em relação ao ano anterior, para 209 464 hectares. O pico do desmatamento foi registrado em 2021, com 303 689 hectares, sendo 264 999 hectares de floresta tropical, 29 258 hectares de floresta semi sempre-verde e 99 hectares de mangue, entre outras.



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