A1: “Até o final desta semana a obra estará 100% concluída”

"Esforço para garantir qualidade". CP vai ter mais 36

O ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, disse nesta terça-feira que as obras na A1 serão concluídas até o final desta semana, quando a circulação na Autoestrada 1 (A1) foi restabelecida de forma condicionada. “O que posso dizer aqui, em primeira mão, é que até o final desta semana a obra estará 100% concluída. Ou seja, após a análise do Laboratório Nacional de Engenharia Civil e do IMT (Instituto de Mobilidade e Transportes), poderemos sinalizar à Brisa que a autoestrada pode funcionar a 100% já com as quatro faixas em pleno funcionamento”, disse Pinto Luz, em declarações aos jornalistas. Recorde-se que a circulação na Autoestrada 1 (A1) foi restabelecida, de forma condicionada, entre o nó de Coimbra Norte e Coimbra Sul às 19h30 de segunda-feira, disse a concessionária. “A medida é aplicada na sequência da conclusão dos trabalhos de estabilização da laje de transição na plataforma Sul / Norte, que ocorreram no início desta semana, e tem como objetivo minimizar o impacto para os utilizadores, dada a importância estratégica da A1 para a mobilidade nacional”, indicou a Brisa, em comunicado. Em 11 de fevereiro, o rompimento do dique de Casais, na margem direita do rio Mondego, em Coimbra, junto à Autoestrada A1, levou à erosão do encontro norte com o Viaduto C e subsequente abatimento da plataforma da A1 ao quilômetro 191. Até a conclusão das obras, não serão cobradas portagens De acordo com a Brisa, até a conclusão das obras, não serão cobradas portagens em toda a extensão do sublanço, entre os nós de Coimbra Norte e Coimbra Sul. Essa solução temporária de reposição condicionada do trânsito, numa extensão de aproximadamente dois quilômetros, limitada a uma faixa por sentido, utiliza exclusivamente a faixa que não sofreu danos estruturais (sentido Sul / Norte), detalhou a concessionária. “A solução foi sujeita à avaliação técnica do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), mereceu decisão favorável do Instituto de Mobilidade e Transportes (IMT) e permite viabilizar a circulação entre Lisboa e Porto através da principal autoestrada do país, depois do rebentamento do dique do Mondego ter provocado uma rutura na plataforma”, frisou a Brisa. A Brisa assegurou ainda que “todas as intervenções e decisões são tomadas dando total prioridade à segurança, tanto para os trabalhadores envolvidos na obra quanto de todos que circulam em suas rodovias”, instando os motoristas a circularem “com total respeito à sinalização temporária implantada”. No domingo, o Ministério do Meio Ambiente e Energia divulgou a conclusão da intervenção que permitiu recuperar, de forma provisória, o rompimento do dique de Casais. A tutela indicou que a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) desenvolveu uma operação que permitiu “repor provisoriamente a estanqueidade do dique, impedindo a passagem de água do leito central para os campos adjacentes”. Essa intervenção no rio Mondego “permitirá a drenagem dos terrenos ainda inundados e é uma etapa indispensável para a reparação definitiva do dique, do canal condutor geral, e da estrada”. Dezoito pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que também causaram muitas centenas de feridos e desalojados. A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e estruturas, o fechamento de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e enchentes são as principais consequências materiais do temporal. As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas. Leia Também: A1 reaberta em Coimbra de forma condicionada

Publicar comentário