Aeroporto do Porto: “Elefante branco”? Risco? “Não, é

O primeiro-ministro participou, nesta segunda-feira, da cerimônia que marca os 80 anos do Aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto, com inauguração oficial da pista, após as obras, e do novo centro operacional. Acompanhado do ministro das Infraestruturas e Habitação, Luís Montenegro começou dizendo que não se pode considerar que “investir mais nesse aeroporto é um risco, porque não é, é uma oportunidade, a oportunidade”. Ele lembrou que “em vários momentos”, nomeadamente quando “do grande impulso de renovação do aeroporto”, havia quem no país olhasse para o investimento como um “elefante branco”. “Um equipamento que não ia ter o que seus instigadores vislumbravam como desenvolvimento, pois se enganaram, como muitas vezes se enganam. Quando o poder público reflete a vontade das pessoas, as vontades dos agentes econômicos, seria difícil se enganar. Todos sabiam que essa região é altamente industrializada, cuja dinâmica, necessariamente passa por ter uma infraestrutura aeroportuária forte”, ressaltou. “É a forma de sermos ainda mais competitivos, de sermos ainda mais atrativos. De criarmos mais riqueza”, disse, dirigindo-se depois aos que há 80 anos “conciliaram posições, articularam e coordenaram” para dizer que foi um “excelente serviço aos seus municípios, região e país”. Montenegro então prosseguiu para considerar que “tudo isso é uma forma de evocar a história deste aeroporto”. Plano de expansão do aeroporto do Porto tem de ser concluído em dezembro Recorde-se que o Governo criou um grupo de técnico para o acompanhamento da expansão do aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto, incluindo, entre outros, a ANA e a Infraestruturas de Portugal, que deverá concluir o seu trabalho até 31 de dezembro. Segundo diploma publicado em Diário da República, “não obstante o AFSC (aeroporto Francisco Sá Carneiro) ainda não apresentar níveis de congestionamento comparáveis aos do Aeroporto Humberto Delgado, esta infraestrutura não foi originalmente concebida para uma operação intensiva de aeronaves de longo curso (‘widebody’), tornando-se, por isso, necessário definir atempadamente as necessidades de expansão faseada, a curto, médio e longo prazo, nomeadamente do número de ‘stands’ e dos vários subsistemas”. O grupo tem como objetivo “definir o plano de expansão e melhoria do AFSC, a curto, médio e longo prazo”, bem como “elaborar o plano de reestruturação do espaço aéreo que acompanhe os planos de expansão da capacidade aeroportuária” e o “plano de otimização e execução das acessibilidades rodoviárias e ferroviárias nas imediações” da infraestrutura. O Governo criou um grupo de técnico para acompanhar a expansão do aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto, incluindo, entre outros, a ANA e a Infraestruturas de Portugal, que deve concluir seu trabalho até 31 de dezembro. Lusa | 15:11 – 13/03/2026



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