Anarec pede extensão de alívio fiscal ao gás de botija

Anarec pede extensão de alívio fiscal ao gás de botija

Em comunicado, a Associação Nacional dos Revendedores de Combustíveis (Anarec) apelou ao ministro de Estado e das Finanças para que o desconto extraordinário e temporário no Imposto sobre Produtos Petrolíferos (ISP) seja aplicado também aos combustíveis gasosos, em particular ao GPL engarrafado (gás em garrafa). A entidade registra como “positiva a disponibilidade do Governo para atuar sobre o componente fiscal dos combustíveis líquidos sempre que houver aumentos significativos de preço, com o objetivo de mitigar o impacto no consumidor e nas empresas”. No entanto, ele ressalta que “a coerência e a equidade exigem que essa mesma preocupação não se limite a quem usa combustíveis líquidos, devendo abranger igualmente os consumidores que dependem de combustíveis gasosos”. O governo anunciou hoje que vai avançar com uma “redução temporária e extraordinária” de 3,55 centavos por litro no ISP aplicável, no continente, ao diesel rodoviário. Essa decisão vem na esteira do aumento previsto nos preços dos combustíveis na próxima semana, que deve ser superior a 10 centavos por litro no caso do diesel. A partir de segunda-feira, está prevista uma alta de cerca de 25 centavos por litro no diesel comum e sete centavos na gasolina, segundo fonte do mercado “O GLP engarrafado continua sendo, para uma parte significativa da população, uma energia essencial para cozinhar e aquecer, especialmente em áreas onde não há alternativa viável”, disse a Anarec, ressaltando o impacto nas famílias mais vulneráveis ​​e nas regiões fora dos grandes centros urbanos. A Anarec afirmou que a medida é “indispensável para garantir equidade fiscal e proteção efetiva dos consumidores”, aguardando uma implementação “com a urgência que a situação impõe”. O aumento dos preços da energia surge em um contexto de alta das cotações internacionais do petróleo, pressionadas pela tensão geopolítica no Oriente Médio, que tem causado forte volatilidade nos mercados de energia. Os Estados Unidos e Israel lançaram em 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irã, tendo matado durante a ofensiva o ‘ayatollah’ Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989. O Conselho de Liderança Iraniano assume atualmente a direção o país. O Irã fechou o Estreito de Ormuz e lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases dos EUA e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Catar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também foram registrados em Chipre e na Turquia. Desde o início do conflito, foram contabilizados mais de mil mortos, a maioria iranianos. Leia Também: Homem preso por agredir policiais no Porto fica em prisão preventiva

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