Angola faz segunda emissão de Eurobonds em 1,5 mil milhões

Reservas internacionais de Moçambique recuam 1% em setembro

Segundo comunicado do Minfin, a operação registrou uma demanda de cerca de 4,01 bilhões de dólares (cerca de 3,45 bilhões de euros), o que é interpretado como sinal de “confiança na trajetória macroeconômica e na consistência da política financeira do país”. Estruturada como uma operação integrada de gestão de passivos, a iniciativa combinou a recompra de dois Eurobonds (títulos de dívida em moeda estrangeira) em circulação com a emissão de novos instrumentos de dívida com vencimentos em 2031 e 2037, a taxas de 8,25% e 9,5%, respectivamente. A primeira emissão de 2026, realizada em março, totalizou US$ 2,5 bilhões (cerca de R$ 2,15 bilhões), dividida em duas parcelas: uma de US$ 1,5 bilhão com taxa de 9,25% e vencimento em sete anos, e outra de US$ 1 bilhão com taxa de 9,8% e vencimento em 11 anos. Segundo o comunicado, a mobilização desses recursos visa melhorar o perfil da dívida pública, reduzir riscos de refinanciamento e equilibrar o calendário de vencimentos, assegurando simultaneamente suporte à execução orçamentária no âmbito do Plano Anual de Endividamento 2026 e da Estratégia de Endividamento de Médio Prazo 2026-2028. Angola começou a emitir dívida em Eurobonds em 2015, com uma emissão de 1,5 bilhão de dólares, e desde então acumulou mais de 14 bilhões de dólares em emissões nos mercados internacionais. Leia Também: Angola perde quase 170 milhões/ano por vandalização de bens públicos

Publicar comentário