BCE vai subir taxas de juro? Vice-presidente defende

Em um café da manhã organizado pelo jornal espanhol La Razón e citado pela Efe, De Guindos defendeu que a política monetária “tem que ser prudente” e ficar atenta à duração dos conflitos e suas implicações. O funcionário espanhol reconheceu que nenhuma decisão de política monetária pode frear “um primeiro impacto da inflação”. De Guindos lembrou que “por respeito institucional” nunca comentou as decisões do BCE sobre as taxas de juros e ressaltou que o aumento dos preços da energia “não é algo que pode ser controlado por meio das decisões dos bancos centrais”. Nesse sentido, ele apontou que a política monetária “não é onipotente”, já que também entram em jogo as medidas dos governos dos países e a evolução do conflito. A exemplo do que fez anteriormente, De Guindos apelou para que não se minimize a guerra na Ucrânia e considerou que a maior ameaça continua sendo a Rússia, não obstante o impacto dos preços da energia decorrente da guerra no Irã. Luis de Guindos disse que a Europa está “em uma encruzilhada” e que a atenção sobre o conflito na Ucrânia, “uma ameaça existencial para a Europa”, está se movendo para o Oriente Médio. A isso se soma a necessidade de investimentos adequados em defesa, em um momento em que os Estados Unidos da América recuaram em seu compromisso de defender a Europa e quando a economia europeia enfrenta outros riscos. De Guindos também lamentou a ausência de uma união bancária de bens e serviços. Além disso, abordou as diferenças dentro do próprio Parlamento Europeu, que têm dificultado a elaboração de orçamentos. Ao mesmo tempo, registrou que “as boas notícias vindas da Hungria” foram atenuadas “pelas más notícias vindas da Bulgária”. Leia Também: “UE deve aumentar produtividade em vez de suprir diferenças para EUA”



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