Falta de Evidências Dificulta Confirmação de Violações de
advertisemen tA Comissão Nacional de Direitos Humanos admite não ter, até o momento, provas que confirmem as denúncias de violações de direitos humanos nas áreas afetadas pelo terrorismo em Cabo Delgado, apesar de reconhecer a gravidade das alegações, informou nesta quinta-feira, 23 de abril, o jornal O País. Quase dez anos após o início dos ataques na província, a instituição aponta dificuldades para verificar os casos relatados por comunidades e organizações da sociedade civil. Falta de provas dificulta confirmação Segundo o presidente da comissão, Albachir Macassar, a complexidade do conflito no terreno, incluindo o uso de uniformes militares por insurgentes, dificulta a identificação dos autores das supostas violações. “Os insurgentes acabam levando aqueles uniformes e os vestem, o que pode fazer parecer que estão vendo membros das Forças Armadas”, explicou. O oficial ressaltou a necessidade de uma validação rigorosa das denúncias, acrescentando que “é preciso, primeiro, confirmar o que efetivamente pode ter acontecido e, a partir daí, dar continuidade (ao processo)”. Denúncias sob investigação Apesar da ausência de provas conclusivas, a comissão reconhece a persistência de relatos de violações de direitos humanos na província. Entre os casos em análise, há uma denúncia recente sobre o assassinato de pescadores no litoral do distrito de Mocímboa da Praia. Estamos acompanhando o caso e consultamos o próprio comando para que possamos dar continuidade”, afirmou Macassar. Assassinatos de civis, prisões arbitrárias e desaparecimentos continuam entre as principais denúncias relatadas na região. A Comissão Nacional de Direitos Humanos seguirá com diligências junto às autoridades para apurar os fatos e esclarecer as responsabilidades.advertisement



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