De T1 a T4: Há mais 32 casas com renda acessível em Lisboa

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A Câmara de Lisboa anunciou, esta quarta-feira, que disponibiliza mais 32 habitações com renda acessível. As tipologias variam de T1 a T4 e em várias localidades do município. “A Câmara Municipal de Lisboa (CML) tem abertas as candidaturas ao 38.º Concurso de Renda Acessível, no qual vão ser disponibilizadas 32 habitações financiadas pelo município, através de capitais próprios, verbas do programa 1.º Direito e fundos da União Europeia ao abrigo do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR)”, pode ler-se num comunicado enviado às redações. As habitações a concurso, “de tipologias entre T1 a T4, estão localizadas nas freguesias da Ajuda, Beato, Benfica, Carnide, Estrela, Marvila, Olivais, Parque das Nações, Santa Clara e São Domingos de Benfica”, pode ler-se na mesma nota. O período de inscrições, cabe destacar, “vai até as 17h do próximo dia 12 de junho de 2026, e o sorteio está marcado para o dia 19 de junho”. “Este concurso constitui mais uma iniciativa da CML para reforçar a oferta de habitação municipal na cidade, promovendo soluções habitacionais acessíveis e respondendo a uma das principais prioridades do executivo municipal: garantir melhores condições de acesso à habitação”, pode ler-se na nota divulgada. O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, diz, citado no mesmo comunicado, que a “habitação está no topo das prioridades deste Executivo Municipal”. “Continuamos a reforçar a nossa resposta nesta área, através daquele que é o maior investimento de sempre em habitação: 560 milhões de euros aplicados em mais construção, mais reabilitação e na regeneração de zonas há muito esquecidas, como a Quinta do Ferro, Vale de Santo António e Vale de Chelas”, acrescenta o autarca. Mais de 60% das rendas nos bairros municipais de Lisboa abaixo de 100 € Dos mais de 21 mil contratos de habitação nos bairros municipais de Lisboa, 63% têm rendas abaixo de 100 euros e 30% são inferiores a 25 euros, revelou o vereador da Habitação, destacando a importância da oferta pública. “Acreditamos que a componente pública (de oferta de habitação) é importante e tem lugar, aliás, a Câmara Municipal de Lisboa, desde há muito tempo, desde há muitos anos, que é disso um exemplo”, afirmou o vereador do Urbanismo e Habitação, Vasco Moreira Rato (independente indicado pelo PSD). Dos mais de 21 mil contratos de habitação nos bairros municipais de Lisboa, 63% têm rendas abaixo dos 100 euros e 30% são inferiores a 25 euros, revelou hoje o vereador da Habitação, destacando a importância da oferta pública. Lusa | 19:54 – 07/05/2026 O autarca falava no âmbito de uma audição na 3ª Comissão Permanente de Urbanismo da Assembleia Municipal de Lisboa (AML), a propósito da proposta de revogação do plano de pormenor em regime simplificado do Projeto Urbano do Parque Oriente, em que adiantou que o promotor do loteamento na antiga fábrica Barros, nos Olivais, manifestou a intenção de ceder ao município habitação acessível em vez de uma biblioteca. No âmbito da apreciação da proposta, a deputada Margarida Bentes Penedo, do Chega, questionou se é convicção da governação PSD/CDS-PP/IL, liderada pelo social-democrata Carlos Moedas, de que a construção e propriedade pública de habitação é “a única maneira” de fazer descer os preços da habitação e, consequentemente, torná-los mais acessíveis, ou se alarga a outras possibilidades, e se considera que há instrumentos políticos para contribuir nesse desígnio. Em resposta, o vereador do Urbanismo e Habitação rejeitou a ideia de que a única forma de contribuir para a resolução do problema da acessibilidade à habitação passa pela construção pública e propriedade pública e defendeu que o executivo não pode prescindir de todas as partes intervenientes, inclusive os promotores privados. No entanto, destacou a componente pública da habitação, apresentando dados da empresa municipal responsável pela gestão dos 66 bairros municipais de Lisboa, a Gebalis. “Dos mais de 21 mil contratos da Gebalis, 63% implicam rendas abaixo dos 100 euros, 30% rendas abaixo dos 25 euros, portanto isto demonstra bem a importância da habitação pública, no sentido de que, se as rendas são isto, é porque é isto que as famílias que lá estão, os 10% de habitantes de Lisboa que habitam em habitação municipal, é isto que podem pagar”, revelou Vasco Moreira Rato. O prefeito destacou também o segmento do Programa Aluguel Acessível, considerando que há necessidades habitacionais que podem ser supridas com o mercado livre, ressaltando o esforço do licenciamento de moradia que a Prefeitura tem feito nos projetos que entram por incorporadoras privadas. Sobre a resolução da crise habitacional, o vereador manifestou sua opinião pessoal, ressaltando que ela só o vincula a ele: “Não acho que o problema atual seja um problema totalmente conhecido. Não acho que alguém tenha a solução definitiva para que isso possa ser resolvido.” Vasco Moreira Rato argumentou que há diversos aspectos, tanto na origem do problema quanto no seu desenvolvimento, que são novos, e o próprio desenvolvimento e a própria evolução da conjuntura, seja nacional ou internacional, implica que o cenário, o contexto de base social e econômico está sempre sendo alterado. “Então, em um contexto como esse, pretender ter a solução, acho que seria extemporâneo e nem seria sério da minha parte”, expressou. Leia Também: Açores registram a segunda maior taxa de pobreza do país

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