CFP avisa: Aumento da despesa compromete reduções da carga

CFP avisa: Aumento da despesa compromete reduções da carga

O peso da despesa corrente primária, que exclui a despesa com juros, com investimento e outra despesa de capital no Produto Interno Bruto (PIB), aumentou em 2025 pelo segundo ano consecutivo, atingindo 35,9% em 2025, lê-se no relatório sobre a Evolução orçamental das Administrações Públicas em 2025. “Esta evolução refletiu um crescimento nominal de 6,9% face ao ano anterior, impulsionado sobretudo pelas prestações sociais (5,9%, num total de 3.054 milhões de euros) e despesas com pessoal (7,6%, correspondendo a 2.290 milhões), que, juntas, foram responsáveis por mais de 80% da variação desse agregado”, explicou o CFP. Neste cenário, a instituição alertou que o aumento da despesa corrente primária “compromete reduções expressivas da carga fiscal e contributiva”, já que “aumenta a dependência de uma carga fiscal e contributiva igualmente alta para o seu financiamento, ou um recurso a endividamento para o seu pagamento”. Em 2025, a carga tributária aumentou 0,3 ponto percentual (pp) do PIB, atingindo 35,3% do PIB (ante 35% em 2024) e, atualmente, a despesa corrente primária ajustada supera a carga tributária em cerca de 0,6 pp do PIB. “Essa dependência, reiniciada em 2024, reduz o espaço fiscal para financiar investimento público e acomodar outras medidas de política”, advertiu o CFP, limitação que “tem consequências mais amplas no crescimento potencial da economia portuguesa” e, na ausência de medidas estruturais de contenção de gastos, “poderá comprometer a capacidade de resposta a desafios futuros sem agravar o endividamento”. Em 2025, as Administrações Públicas alcançaram um superávit de 0,7% do PIB. Leia Também: Marca chinesa que chega à Península Ibérica em 2027 tem novo carro-conceito

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