CGTP exige controlo de preços nos bens essenciais e

CGTP escreve a Montenegro e reitera apelo de "retirada" do

Assinalando que trabalhadores, pensionistas “e outras camadas desfavorecidas da população” se defrontam com um aumento generalizado do custo de vida – dos salários à habitação – “sem que os seus rendimentos provenientes dos salários e das pensões acompanhem tais aumentos”, a central sindical considera que são necessárias “medidas urgentes” para responder “ao aumento do custo de vida e ao agravamento da situação social de trabalhadores e pensionistas”. Em comunicado, a central sindical exige “controle de preços dos produtos da cesta básica essencial e dos preços dos combustíveis”, lembrando desde dezembro de 2021 a cesta básica monitorada pela Deco subiu 19%, que “os aluguéis aumentaram 24%” e “os combustíveis subiram 18%”. Por outro lado, a CGTP defende ainda a imposição de preços máximos para o gás de garrafa e canalizado, um controlo do valor das rendas, bem como “a alteração do regime de arrendamento urbano, revogando a lei existente e criando medidas adequadas à proteção dos arrendatários e a utilização dos lucros da banca para cobrir o aumento imposto nos empréstimos por via do aumento dos juros”. A central sindical liderada por Tiago Oliveira aponta que, além da alta de 24% no valor dos aluguéis, houve um “aumento de 59% nas prestações por crédito à habitação (decorrentes quer do aumento das taxas de juro”, bem como uma “subida de 59% nos preços de compra de casa entre o 4.º trimestre 2021 e o 4.º trimestre de 2025)”. “Os produtos alimentares e a habitação representam mais de metade das despesas das famílias de menores rendimentos, num país que enfrenta grandes dificuldades de subsistência, desigualdades e pobreza”, realça a CGTP, sublinhando que “há 1 milhão e 660 mil pobres em Portugal”. Na mesma nota, a CGTP volta a exigir um “aumento geral de todos os salários e pensões e a retirada do pacote laboral”, que, segundo a central sindical, se avançar, agravará “ainda mais a situação dos trabalhadores em Portugal, seja ao nível dos seus salários – por via de bloqueio da contratação coletiva, dos bancos de horas, do ‘outsourcing’, seja ao nível da precariedade do emprego e da facilitação dos despedimentos sem justa causa, contrários à Constituição da República”. Em seu caderno reivindicatório para 2026, a CGTP exigia um aumento salarial de pelo menos 15%, no mínimo de 150 euros para todos os trabalhadores e a fixação do salário mínimo nacional em 1.050 euros. Leia Também: Incêndios: Preso suspeito de atear fogo em Anadia

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