Cuga assume que dispensar trabalhadores é “consequência” que

Cuga assume que dispensar trabalhadores é "consequência" que

“A dispensa de trabalhadores é uma consequência que não desejamos, mas que é inevitável do investimento feito pelos acionistas para qualificar as fábricas”, disse a empresa, em comunicado enviado à Lusa. A empresa garantiu que “fará tudo o que for possível” para evitar demissões na fábrica de Paredes, no distrito do Porto, e chegar a um acordo com os 30 trabalhadores que é obrigada a dispensar a partir de março devido à automação da linha de embalagem. As 30 propostas iniciais feitas aos trabalhadores têm “vantagens claras e bonificações muito substanciais” diante de um cenário de demissão, apontou. A Cuga revelou que 11 trabalhadores concordaram em rescindir em comum acordo, aumentando para 25 o número de acordos fechados. “Na próxima semana devem ser fechados os demais”, ressalvou. Do grupo de trabalhadores que já fecharam acordos com a CUGA fazem parte vários sindicalizados e uma delegada sindical, destacou. “O acordo que estamos propondo aos trabalhadores tem condições incomparavelmente mais favoráveis ​​do que uma demissão coletiva”, disse o presidente executivo (CEO), Nuno Pereira. Na sexta-feira, o Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura e das Indústrias de Alimentação, Bebidas e Tabacos de Portugal (SINTAB) acusou a Cuga de querer demitir trabalhadores com “desinformação, ameaças e horários desregulados”. Em comunicado, o SINTAB mencionou que a empresa adquiriu recentemente uma nova máquina para a unidade de Paredes, no distrito do Porto, não para produzir mais ou melhor, mas para poder demitir trabalhadoras. A Cuga observou que entre 2023 e janeiro de 2026 aumentou os salários dos funcionários em cerca de 30%, mais que dobrando o impacto da inflação. Além disso, acrescentou, lançou incentivos à produtividade que permitem acréscimos ao vencimento base que variam de 300 a 400 euros em meses de baixa produção e que, em meses de muitas encomendas, podem ultrapassar 1.000 euros. Neste ano, a empresa estima produzir 6,5 mil toneladas de cogumelos frescos e atingir um faturamento de 24 milhões de euros. Leia Também: Número de clientes da E-Redes sem energia cai para 32 mil

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