DEVIDO ÀS ENCHENTES E INUNDAÇÕES: Retomada da “Maragra” adiada

DEVIDO ÀS ENCHENTES E INUNDAÇÕES: Retomada da “Maragra” adiada

65 ELIAS NHACA A RETOMA da produção na açucareira da Maragra, na província de Maputo, voltou a ser adiada para os próximos dois ou três anos, devido ao impacto das últimas cheias e inundações sobre o canavial. Depois das enchentes registradas em 2023 e que destruíram parte significativa do patrimônio da empresa, esperava-se que a produção retomasse neste ano, o que não vai se concretizar porque os campos de cana-de-açúcar voltaram a ser inundados. A informação foi dada pelo presidente do município da vila da Manhiça, Luís Munguambe, em entrevista ao “Notícias”. “Os campos da ‘Maragra’ estão completamente inundados. Os produtores da cana também ficaram com os campos inundados. Esperava-se que este ano a empresa pudesse ter uma campanha, depois da longa paralisação. Segundo os proprietários, a instituição está em condições de retomar, mas não há cana”, explicou, enfatizando que com os campos alagados não é possível voltar-se a produzir nos próximos meses. “Leva no mínimo dois ou três anos para começar a pensar em uma safra. Os campos ficarão sem cana porque até hoje prevalecem níveis consideráveis ​​de água nos campos agrícolas. Toda a produção está perdida”, ressaltou. Ele admitiu que a perda do canavial constitui um golpe para os cidadãos que esperavam pela readmissão na produtora de açúcar, pois verão o processo mais uma vez adiado. Quando as atividades da “Maragra” foram suspensas, em 2023, devido ao impacto das chuvas, a empresa teve 57 quilômetros de dique afetados, com rompimentos em quatro pontos. A empresa foi lesada, também, em outros aspectos como sistemas de irrigação, eletrificação, drenagem e equipamentos de processamento de produção. Na época, a empresa também perdeu cerca de 470 mil toneladas de cana-de-açúcar. Para responder a todos esses danos e concluir o processo de reabilitação, a “Maragra” precisava de pelo menos 100 milhões de dólares. A Maragra Açúcar, SA está localizada no distrito de Manhiça, a 80 km ao norte da província de Maputo, tendo registrado em operação uma produção anual de 80 mil toneladas de açúcar, fruto de mais de 460 mil toneladas de cana, também, produzidas em seus campos. Noventa e nove por cento da empresa são detidos pelo Illovo, um grupo sul-africano presente em seis países da África Austral, e um por cento por um investidor privado. Leia mais… Você pode gostar também

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