Drones são 21% do total de exportações de bens com

Segundo o estudo inserido no Boletim Económico de março e divulgado hoje, as exportações portuguesas de bens com uso militar representaram menos de 1% do total de exportações em 2024 e 2025. Apesar de o peso dessas exportações ainda ser residual, este têm vindo a crescer, com destaque para o crescimento “muito rápido” da venda de drones, que em 2025 representou já 21% do total (18% em 2024). No estudo, o BdP nota ainda que, apesar do peso reduzido das exportações de bens com uso militar, “seu crescimento tem sido maior que o total, especialmente após 2022”. Entre 2022 e 2025, o crescimento nominal acumulado de bens considerado como tendo uso militar foi de cerca de 77%. Esta análise selecionou bens com uso militar agregados em cinco categorias: equipamentos de proteção pessoal, veículos blindados e navios, aeronaves não tripuladas (drones), armas de fogo e seus componentes e munições. O BdP considera que a escolha poderia ter tido outros critérios, pois há outros bens que também podem ter uso militar, caso de produtos do setor têxtil e de calçados que podem ser usados como uniformes militares. Assim, ele estima que uma classificação mais abrangente desses bens (que incluísse, por exemplo, bens dos setores automotivo e de vestuário e calçados) poderia “mais que dobrar esse peso” inferior a 1%. Por tipo de mercadoria, a maior parcela das exportações foi de armas de fogo e seus componentes (uma proporção abaixo da metade do total), seguida por equipamentos de proteção pessoal (um terço do total). As exportações de drones que eram inexistentes em 2021 passaram a representar 18% em 2024 e 21% em 2025 do total das exportações de bens com uso militar. Quanto aos países de destino das exportações desses bens, considerando a média do período 2021–2025, os Estados Unidos foram o maior comprador (peso de 41%), seguidos de Bélgica e França (com pesos médios de 14%). Já as exportações para a Ucrânia apresentaram um peso de 5% na média de 2021-2025, mas representaram já perto de 12% em 2025. Com o agravamento das tensões geopolíticas a nível mundial tem aumentado o interesse em compras no setor da defesa. Em junho de 2025, na cúpula da Otan, os países da aliança assumiram um novo compromisso de elevar gradualmente, até 2035, o investimento anual em Defesa e despesas relacionadas para 5% do Produto Interno Bruto (PIB). Leia Também: Órgãos externos da AR. Carneiro diz que terá conversa hoje com Montenegro



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