Empresários alertam para impacto dos combustíveis no

Sem trégua: Se fosse hoje, combustíveis voltariam a subir

“Estamos diante de uma situação insustentável. O impacto dos aumentos (dos preços dos combustíveis) é sentido em toda a economia, mas é particularmente grave nos territórios do Interior, onde não há alternativas reais de mobilidade e onde empresas e famílias dependem diariamente do carro para trabalhar, produzir e viver”, defendeu o CERC. Em nota enviada hoje à agência Lusa, aquela entidade afirmou que “a economia não aguenta mais” e garantiu que “as empresas estão sendo empurradas para o limite e muitas já operam em condições extremamente difíceis”. “As famílias, por sua vez, veem sua renda cada vez mais comprimida”, acrescentou. Entre os efeitos já sentidos após a alta dos preços, aquela organização destacou os custos de operação das empresas aumentando de forma abrupta, as margens de lucro cada vez menores ou inexistentes, famílias com menor capacidade financeira e a queda no consumo e desaceleração da atividade econômica. Nesse contexto, o CERC apelou ao Governo “para uma intervenção imediata e eficaz, com medidas concretas que travem esse agravamento”. A redução urgente da carga tributária sobre os combustíveis (não apenas do Imposto sobre Produtos Petrolíferos e Energéticos, mas também do IVA), a criação de mecanismos de apoio direto às empresas mais afetadas, bem como ações extraordinárias para mitigar o impacto nos territórios, são as medidas propostas. Ao mesmo tempo, o CERC também deixou um apelo ao governo local, “para que, dentro de suas competências, atue de forma rápida e determinada, criando medidas de apoio e alívio de custos para empresas e famílias”. O CERC representa 13 associações empresariais dos 19 municípios da Região de Coimbra. Leia Também: BC prevê inflação de 3,1% no segundo trimestre

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