Fenômenos como a tempestade Kristin “infelizmente se vão

A ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, esteve na noite desta quarta-feira na “Grande entrevista” da RTP Notícias, onde analisou a situação em que o país ficou na sequência das várias tempestades que assolaram o país nas últimas semanas. “Há todo um país que é preciso recuperar”, disse, referindo-se aos muitos casos de destruição que marcaram o país, especialmente na região Centro, depois que o país foi afetado por um “trem de tempestades”. Segundo a governante, “a extensão da devastação dessa calamidade é enorme”, disse, defendendo que “os primeiros 15 dias de fevereiro bateram o recorde de registro do país em termos de chuvas”. “Houve um recorde absoluto de quantidade de chuva em fevereiro” em Coimbra, disparou, lembrando que estas “tiveram consequências muito graves”. Referindo-se ao que se segue após a tragédia, Maria da Graça Carvalho afirmou que agora “a maior urgência é recuperar o que foi danificado e desenvolver bem estar e rendimento às pessoas” bem como “recuperar casas, empresas, postos de trabalho e voltar um pouco à normalidade”. A ministra do Meio Ambiente disse, ainda, que “se houvesse outra barragem (no país), tínhamos mais uma variável de retenção”, que teria facilitado o controle de enchentes e inundações. Essa barragem lembrou, está no papel, e não há, no momento, “dúvidas de que essa barragem é para avançar”. Questionada porque não se avançou com essa obra mais cedo, a governante atirou culpas no governo de António Costa. Referindo-se a explicações dada pela direção da empresa espanhola Endesa, em 2016, o governo em exercício refez “o plano nacional de barragens e essa (barragem) ficou fora do plano” e “como não havia o apoio do governo, não avançaram”. Maria da Graça reconheceu ainda que Portugal “é um pais muito exposto a esses fenômenos” e lembrou que “infelizmente eles vão se repetir”. “Uma das consequências das mudanças climáticas são os fenômenos extremos e imprevisíveis que acontecerão com frequência”, disse. Mondego foi o que mais preocupou Na entrevista que concedeu na noite desta quarta-feira, na RTP, Maria da Graça Carvalho também compartilhou que a situação que mais preocupou durante a tragédia foi a do rio Mondego. Segundo explicou, “as características das cheias do Mondego são diferentes porque é um rio que está entre diques”, o que torna mais “difícil o controle do rio” e que pode causar inundações repentinas. “Tivemos consciência disso”, reconheceu, dizendo ainda, que esse foi um dos motivos pelos quais Coimbra se “tornou o quartel-general” do governo naqueles dias. Depressões seguidas destruíram o país Dezoito pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que também causaram muitas centenas de feridos e desalojados. A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e estruturas, o fechamento de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e enchentes são as principais consequências materiais do temporal. As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas. Leia Também: Descargas de represas correspondem a um ano de consumo de água do país



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