Greve no Metrô de Lisboa teve adesão total. Já “houve

Segundo Sara Gligó, dirigente da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (FECTRANS), o pré-aviso de greve englobava inspetores, encarregados do Posto de Comando Central, Sala de Comando Central e Comando de Energia e da Tração. De acordo com a sindicalista, durante o dia de quarta-feira o sindicato se reuniu com a empresa “para tentar resolver a questão da greve e, embora a empresa já tenha feito um esforço em se aproximar das pretensões dos trabalhadores”, ainda não chegaram para ser aceitas por eles. Já “houve diálogo”, mas… “Até o momento de apresentação do pré-aviso (de greve) tivemos várias reuniões com o Conselho de Administração da empresa para destravar as questões mais prementes para esse conjunto de categorias”, explicou Sara Gligó, acrescentando que “houve diálogo e a empresa tentou vir ao encontro do que os trabalhadores querem”. Após a reunião, e já por volta das 23h, o sindicato ainda conversou com os trabalhadores, “não propriamente em plenário”, mas foi informado o resultado da reunião com a empresa, e “manteve-se a greve” de 24 horas, acrescentou a dirigente sindical. Uma nova greve também está marcada para o dia 14 de abril, terça-feira, também de 24 horas, e também não foram decretados serviços mínimos – conforme decisão do Tribunal Arbitral constituído no Conselho Econômico e Social, que determinou apenas a prestação de serviços necessários à segurança e manutenção de equipamentos e instalações -, apesar do pedido da administração do Metrô de Lisboa. Duas paralisações de 24 horas foram marcadas pelos trabalhadores do Metrô de Lisboa: uma já nesta quinta-feira e outra para a próxima terça-feira, e não foram decretados serviços mínimos. Notícias ao Minuto | 10:05 – 08/04/2026 De acordo com a decisão, deverão ser assegurados três trabalhadores no Posto de Comando Central, preferencialmente um inspetor de movimento, um encarregado de movimento e um encarregado da sala de comando e de energia, devidamente identificados pelos sindicatos. Sara Gligó reiterou não estarem em causa aumentos salariais nestes dois dias de greve, mas sim “questões de serviço, condições de trabalho, formação de trabalhadores para as categorias em greve e o retirar de algumas funções”. “Há algumas situações de assédio laboral e, não sendo garantido o número de vagas que nós entendemos que ainda faltam, que remontam, inclusive, a acordos de 2019, existe supressão de alguns postos de trabalho, tendo alguns dos trabalhadores, nesta altura, de fazer o trabalho de duas chefias”, precisou a sindicalista. Embora reconhecendo que a empresa tenha atendido a “algumas pretensões”, Sara Gligó disse que há um conjunto de questões “muito específicas, como trocas diretas entre trabalhadores, que neste momento a empresa não está aceitando”. A questão das funções das chefias e o fato de não estarem “garantidas que não haverá mais situações de assédio laboral a esses trabalhadores”, são outros motivos de descontentamento dos funcionários em greve, acrescentou. Na quarta-feira, a administração do Metrô de Lisboa anunciou que estava previsto que o serviço seria fechado entre as 23h daquele dia e as 6h30 de sexta-feira, devido à greve dos trabalhadores. “Embora as reivindicações incidam sobre seis das cerca de 40 categorias profissionais existentes no Metropolitano de Lisboa, correspondentes a aproximadamente 6% dos 1.600 trabalhadores, as condições de operação ficam comprometidas na sua globalidade”, pode ler-se na nota do CA do Metro. Segundo a administração, até as 16h30 de quarta-feira foram mantidas “negociações com as organizações representativas dos trabalhadores”, tendo apresentado, disse, “soluções concretas para cada uma das matérias suscitadas pelas entidades sindicais”, entre ações já em curso e medidas previstas. Hoje, segundo Sara Gligó, a estrutura sindical enviará nova proposta dos trabalhadores à administração do Metrô de Lisboa, que terá até segunda-feira “tempo de analisar se quiser que os trabalhadores não avancem para nova greve de 24 horas na terça-feira”. Leia Também: Metrô de Lisboa prevê serviço encerrado na quinta-feira devido à greve



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