Banco de Fomento vai ter aumento de capital de 1.500 milhões

O Banco de Desenvolvimento é totalmente público, então o aumento de capital será feito pelo Estado. Atualmente, o capital do banco é de cerca de 500 milhões de euros e está previsto que a injeção de dinheiro seja progressiva, até o capital do banco totalizar dois bilhões de euros em 2030. Segundo Gonçalo Regalado, o objetivo do aumento de capital decidido pelo Governo é que o banco tenha recursos para mobilizar 30 bilhões de euros em financiamento, cerca de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) português. Em resposta aos jornalistas, Regalado disse que, mesmo com esse reforço, o BPF fica com muito menos capital que seus colegas, caso do espanhol ICO (Instituto de Crédito Oficial). Neste mês, o Governo espanhol aprovou uma injeção de capital no ICO de mais 13 bilhões de euros. Por sua vez, o diretor financeiro, Miguel Alves, considerou que é “claro que o capital é neste momento uma restrição ao crescimento” do BPF, pois precisa de mais capital para assumir mais compromissos. Questionado se gostaria que o capital do banco fosse ainda mais reforçado, Regalado considerou que 2.000 milhões de euros é “um enorme esforço para o país” e é o “capital necessário e equilibrado” à atividade do banco. O grupo Banco Português de Fomento (100% detido pelo Estado português) foi criado com o objetivo de promover a modernização das empresas e o desenvolvimento econômico do país, financiando investimentos com empréstimos e participando de projetos como acionista. O Banco Brasileiro de Desenvolvimento também administra recursos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). Em 2025, o banco teve lucro individual de R$ 7,8 milhões, abaixo dos R$ 18,3 milhões de 2024, impactado pela queda dos juros. A contribuir para a redução dos lucros esteve também o aumento das provisões e imparidades (na atividade consolidada ascenderam no final de 2025 a quase sete milhões de euros), o que o banco diz que se deve ao aumento da atividade e maior risco de balanço e, logo, necessidade de criar ‘almofada’ para fazer face a potenciais perdas. A equipe de gestão do BPF está apresentando hoje, em Lisboa, as contas de impactos e resultados de 2025 e primeiros meses de 2026. Como a Lusa noticiou no domingo, até maio deste ano, o banco soma cerca de 3,5 bilhões de euros em financiamento às empresas, uma média de 700 milhões de euros injetados mensalmente na economia. Em 2025, o financiamento às empresas chegou a 6.500 milhões de euros, recorde do banco, em apoio a 16.219 empresas e representando um impacto no PIB nacional de 2,2%. Já nos primeiros cinco meses de 2026, os cerca de 3,5 bilhões de euros garantiram apoio direto a 12 mil empresas. (Notícia atualizada às 14h31) Leia Também: Recupera, finta e marca. Mbappé já deixa França com ‘água na boca’



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