Há regiões onde é difícil levantar dinheiro? Vem aí o

'Retire o seu dinheiro'. Multibanco faz 40 anos e SIBS

O “Multibanco Social” é uma iniciativa que vai começar até o final do ano em duas dezenas de freguesias, com o objetivo de facilitar o acesso ao numerário em regiões mais isoladas e onde os cidadãos têm mais dificuldade de sacar dinheiro. Segundo a imprensa econômica, o objetivo será a instalação de caixas eletrônicos em juntas de freguesia de regiões onde as populações têm maior dificuldade de acesso a dinheiro. Neste ano, o projeto deve começar em cerca de 20 freguesias. O Notícias ao Minuto está tentando obter mais informações da SIBS, que confirmou ao jornal Eco estar envolvida no projeto “junto com diversas entidades públicas, em uma solução que amplie o acesso a dinheiro e outras operações financeiras do dia a dia para regiões nacionais identificadas no estudo do Banco de Portugal de ‘Avaliação da cobertura de rede de Caixas Automáticos e Agências Bancárias’ como mais distantes de um ponto de acesso”. A SIBS disse ainda ao mesmo jornal que a solução será apresentada “de forma mais detalhada até o final do primeiro semestre do ano, em articulação com as diferentes entidades que participam deste projeto”. O Jornal Económico conta também que a iniciativa partiu de um operador que está a procurar instituir uma espécie de “Multibanco Social” junto de freguesias em lugares mais remotos no acesso a numerário. Essa instituição, revela o mesmo jornal, teria feito a proposta que está em análise no supervisor bancário, mas não foi possível determinar sua identidade. “Devemos assegurar que numerário permaneça facilmente acessível a todos” Em outubro, recorde-se, o governador do Banco de Portugal, Álvaro Santos Pereira, disse, em Lisboa, que o sistema bancário tem de manter suficientes caixas automáticas em todo o país para garantir que a população consiga aceder facilmente a dinheiro físico. O novo governador do Banco de Portugal, Álvaro Santos Pereira, disse hoje, em Lisboa, que o sistema bancário tem que manter caixas eletrônicos suficientes em todo o país para garantir que a população possa acessar facilmente dinheiro físico. Lusa | 12:20 – 06/10/2025 Santos Pereira afirmou que o Banco de Portugal é neutro quanto aos instrumentos de pagamentos e à escolha dos cidadãos e que, precisamente por isso, faz parte das suas competências assegurar que os cidadãos que queiram aceder a dinheiro ‘vivo’ o consigam em todo o território de Portugal. Para isso, ele defendeu que é preciso que o sistema bancário faça investimentos adequados em máquinas de distribuição de dinheiro em todo o país. “Embora a importância dos pagamentos digitais tenha vindo a aumentar, devemos assegurar que o numerário permaneça facilmente acessível a todos os portugueses. Para tal, é essencial manter o investimento adequado na infraestrutura de distribuição de numerário em todo o território”, afirmou. Nos últimos anos tem sido recorrente o tema das caixas automáticas para saque de dinheiro, depois de terem diminuído sobretudo as da rede Multibanco. Em início de setembro, a Denária, associação que defende a utilização do numerário como um meio de pagamento, criticou os “desertos de numerário” em Portugal, devido à falta de caixas multibanco, considerando que afeta sobretudo os grupos mais isolados e vulneráveis. A associação citava dados do Banco de Portugal de 2022, segundo os quais 1.276 freguesias (41%) não tinham nenhum ponto de acesso a dinheiro físico. Para a associação, é imperativo reforçar a cobertura da rede e garantir que todos os portugueses mantenham o direito de uso do dinheiro, o meio de pagamento mais utilizado em Portugal. Dados do Banco de Portugal de 2024 indicam que havia então cerca de 13.000 caixas automáticos em Portugal. Leia Também: Tem medo de não pagar parcela? Banco de Portugal explica o que fazer

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