Houve menos empresas constituídas e mais insolvências até

Dos balcões aos prémios de produtividade, Governo anuncia

Os dados foram divulgados hoje por meio de um termômetro da empresa de informações comerciais e financeiras e aponta que foram criadas 14.750 empresas em janeiro, fevereiro e março deste ano, o equivalente a 928 constituições a menos em relação ao mesmo período do ano passado. A Informa D&B registra que essa diminuição na criação de empresas “ocorre na maioria dos setores de atividade”, sendo as principais exceções os setores de construção (alta de 4,5%, com mais 92 constituições), de tecnologia da informação e comunicação (+7,5%, com mais 77 constituições), serviços empresariais (mais 2,2% e mais 58 empresas) e energia e meio ambiente (alta de 2,3%, mais uma constituição). A construção, os serviços empresariais e as tecnologias da informação têm apresentado “crescimentos consistentes” na criação de novas empresas desde 2020, não obstante a diminuição da última em 2023. Em sentido inverso, os setores com maiores quedas na criação de novas empresas foram a agricultura e pecuária, o transporte terrestre e o varejo alimentar. Vila Real e Angra do Heroísmo foram as exceções e tiveram aumento de empresas constituídas, ao contrário dos demais distritos e regiões. Já os fechamentos de empresas no primeiro trimestre somaram 2.663, “um registro provisório, mas que corresponde a um terço a menos (-33%, 1.325 empresas a menos)” do número de fechamentos no mesmo período do ano passado. Nos 12 meses encerrados em março –ou seja, entre abril de 2025 e março deste ano–, 13.929 empresas fecharam, 12% a menos que no mesmo período do ano passado. O barômetro registra que essa queda nos fechamentos ao longo dos 12 meses “foi transversal a todos os setores de atividade e regiões”, com destaque para o varejo (-19% e redução de 408 fechamentos). No sentido inverso, o fechamento de mais 119 empresas de varejo não especializado por correspondência ou via internet e de mais 40 empresas de fabricação de calçados significaram altas de 270% e 47%, respectivamente, na comparação anual. Quanto às insolvências, após uma tendência de queda observada em 2025, o número desses processos cresceu 3,1% na comparação anual. No total, foram 531 empresas que iniciaram processos de insolvência no primeiro trimestre, contra 515 no mesmo período do ano passado. “No entanto, esse aumento foi verificado em apenas metade dos setores de atividade, destacando-se a construção (+27%; +15 insolvências) e as atividades imobiliárias, que dobraram o número de empresas com novos processos de insolvência (+100%; +11 insolvências)”, detalha o barômetro. O barômetro da Informa D&B tem como fonte as publicações de atos societários realizados no portal Citius do Ministério da Justiça, e abrange entidades com sede em Portugal, não incluindo empresários individuais. Leia Também: Custos da construção nova crescem 4,7%, apoiados na mão de obra

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