Exportações de bens caem 14,9% e importações 6,3% em

O déficit da balança comercial de bens foi de 2.546 milhões de euros em fevereiro, em um agravamento de 489 milhões de euros em relação a fevereiro de 2025. O INE indica que excluindo as transações sem transferência de propriedade (transações de trabalho por encomenda), o déficit da balança de bens teria sido agravado em 38 milhões de euros para 2.610 milhões de euros. Sobre as exportações, o IBGE diz que a queda de 14,9% seria menor – recuo de 6,5% – se excluídas as transações sem transferência de propriedade. Já excluindo combustíveis e lubrificantes, as exportações diminuíram 13,1% (após -13,5%, em janeiro). Por categorias de produtos, em fevereiro houve uma importante queda nas exportações de ‘fornecimentos industriais’ (-25,7%), o que o INE relaciona com a quantidade significativa de produtos químicos exportados para a Alemanha em fevereiro de 2025. Quanto aos principais países das exportações portuguesas, destacaram-se as quedas das exportações para a Alemanha (-42,1%), para a Espanha (-9,2%) e para os Estados Unidos (-34,4%). No caso da Alemanha e dos Estados Unidos, a redução está associada ao à redução nos ‘fornecimentos industriais’. Sobre a Espanha, a diminuição se deve às transações de ‘combustíveis e lubrificantes’ e de ‘material de transporte’. Na variação em cadeia, as exportações cresceram 1,9% em fevereiro ante janeiro (7,2% em janeiro). No que diz respeito às importações, destaca-se a queda nos ‘fornecimentos industriais’ (-12,6%), principalmente de produtos químicos da Irlanda, associados a transações sem transferência de propriedade, explica o escritório de estatísticas. Em termos de países fornecedores, salienta o INE, a continuação do acentuado decréscimo das importações provenientes da Irlanda (-68,7%), devido à queda dos ‘fornecimentos industriais’ e o aumento das importações oriundas do Brasil (143,4%), associado a crescimentos em ‘material de transporte’ e de ‘combustíveis e lubrificantes’. Leia Também: Custos da construção nova crescem 4,7%, apoiados na mão de obra



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