Impacto na energia da UE mostra “dependência excessiva” do

"Marco para os europeus". Bruxelas saúda apoio a lei de

“Hoje, o sistema energético europeu é mais limpo, muito mais diversificado e muito mais estável do que há alguns anos. No entanto, os desenvolvimentos no Oriente Médio nos lembram mais uma vez os riscos de continuarmos a depender excessivamente de combustíveis fósseis”, escreveu Ursula von der Leyen, em publicação na rede social X. A Comissão Europeia promoveu hoje um debate de orientação sobre preços de energia com diretor da Agência Internacional de Energia, Fatih Birol. Essa reunião do colégio de comissários já estava prevista antes do início da guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, mas acabou surgindo em um momento em que o preço do petróleo sobe mais de 10% e o do gás europeu sofre aumentos ainda mais acentuados. “Devemos continuar a melhorar o funcionamento do nosso mercado de energia, atraindo mais investimentos em tecnologias limpas e avançando com a transição para uma energia limpa e produzida internamente. Isso é crucial para nossa segurança energética, acessibilidade e independência e, igualmente, para nossa competitividade”, ressaltou Ursula von der Leyen. Também por meio do X, a responsável saudou a participação de Fatih Birol na reunião do colegiado de comissários, falando em uma contribuição “preciosa” para “orientar” as decisões comunitárias. Peritos do Grupo de Coordenação do Gás da União Europeia asseguraram na quarta-feira que o fornecimento de gás ao espaço comunitário “está estável” e “não há impacto” na segurança de tal fornecimento, apesar das tensões no Oriente Médio. Ainda assim, teme-se na Europa que se volte à situação de crise energética de 2022, verificada após a invasão russa da Ucrânia, já que o espaço comunitário depende fortemente das importações provenientes de mercados globais, muitos dos quais estão direta ou indiretamente ligados ao Oriente Médio. Qualquer escalada militar que afete a produção ou o transporte de energia – especialmente no Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial – tende a gerar choques nos mercados internacionais de energia e a elevar os preços. Os aumentos resultam tanto de interrupções na produção e transporte de energia como da incerteza geopolítica que leva investidores e empresas a antecipar escassez futura, podendo também afetar os preços da eletricidade (dado o gás pesar em tal formulação), transportes e produção industrial Leia Também: Bruxelas quer soluções para habitação (Portugal entre os piores casos)

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