Irão: Cai 90% tráfego de petroleiros no estreito de Ormuz

“A análise da atividade marítima indica que o trânsito de petroleiros está atualmente 90% abaixo dos níveis da semana passada”, escreveu o diretor do MarineTraffic, em mensagem publicada nas redes sociais. “Ao contrário de outros tipos de embarcações, cujos movimentos praticamente cessaram, alguns petroleiros ainda estão transitando pelo estreito, de leste a oeste, alguns com os ‘transponders’ (sistemas de identificação) desligados”, acrescentou o analista da Kpler Matt Wright. A Guarda Revolucionária do Irã já garantiu que tem “controle total” do Estreito de Ormuz, um ponto de estrangulamento crucial para o comércio global de petróleo na entrada do Golfo Pérsico. “Atualmente, o Estreito de Ormuz está sob o controle total da marinha da República Islâmica”, disse um oficial da Guarda em um comunicado, citado pela agência de notícias estatal iraniana Fars. O Irã acrescentou que a passagem está fechada, uma medida que ameaça o transporte de 20% do petróleo mundial, mas os Estados Unidos garantiram estar preparando escoltas navais para petroleiros. Na terça-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que, “se for necessário”, a marinha americana poderá escoltar os petroleiros pelo Estreito de Ormuz para impedir que sejam atacados. A situação já pode estar afetando os navios europeus, já que as autoridades marítimas anunciaram que dois navios, um porta-contêineres de bandeira maltesa e um petroleiro espanhol, foram atacados naquela passagem. O fechamento do Estreito de Ormuz foi uma das respostas de Teerã ao ataque militar, iniciado no sábado, pelos Estados Unidos e Israel contra o país, supostamente para frear o desenvolvimento do programa nuclear e de mísseis. Os bombardeios, que atingiram diversas regiões do Irã, incluindo a capital, também causaram a morte do líder supremo do país o ‘ayatollah’ Ali Khamenei. O Irã também lançou ataques de retaliação contra Israel, bases dos EUA e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Catar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã, Iraque, Chipre e Turquia. As autoridades iranianas registraram, desde sábado, mais de mil mortos. Leia Também: Dois navios europeus atacados no Estreito de Ormuz



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