Simone Santi Defende Uso Interno Dos Recursos Africanos •

Simone Santi Defende Uso Interno Dos Recursos Africanos •

advertisemen tO presidente da Câmara de Comércio Moçambique-Itália (CCMI), Simone Santi, afirmou, nesta quinta-feira, 26 de março, durante a IV Conferência de Jovens Pesquisadores da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP)-África, que o desenvolvimento econômico do continente depende da capacidade de transformar recursos em nível local, defendendo uma mudança do atual modelo de dependência externa e uma maior valorização do setor empresarial. Durante seu discurso, Santi começou defendendo a ideia de que os empresários são prejudiciais, afirmando que “eles (empresários) obtêm lucros, e nem sempre é algo negativo”. Segundo explicou, o setor privado é essencial para o funcionamento do Estado, acrescentando que “quando falamos de falta de fundos, devemos sempre ter em mente que os empresários também permitem que o Estado os disponibilize”. O oficial ressaltou que a África já entendeu a necessidade de mudar de rumo, ressaltando que “só temos um caminho a seguir: nos libertar da dependência econômica das potências estrangeiras”, e que “a única maneira de avançar é usar nossos recursos a nível interno”. Para Santi, a exportação de matérias-primas brutas continua sendo um dos principais obstáculos para o crescimento econômico sustentável. Referindo-se ao caso de Moçambique, destacou o potencial do gás natural e de outros recursos estratégicos, argumentando que estes devem ser usados ​​em nível nacional para gerar valor. “Devemos dar prioridade ao uso do nosso gás para produzir eletricidade, fabricar fertilizantes e promover o desenvolvimento local” disse, acrescentando que o continente também possui “matérias-primas essenciais que, atualmente parecem estar alimentando guerras em todo o mundo”. Santi criticou o modelo econômico no qual os recursos africanos são exportados na sua forma bruta, questionando: “Como é que um país como Moçambique tem recursos, mas os mesmos são enviados para o estrangeiro e nós nem sequer os conseguimos transformar localmente?”.No domínio da investigação, encorajou estudantes e pesquisadores a centrarem-se na inovação e no registro de patentes, defendendo soluções desenvolvidas localmente. “Podemos criar nossas próprias patentes, criar nossas próprias soluções e podemos encontrar maneiras de transformar nossos produtos para que sejam fabricados em Moçambique”, declarou, destacando a importância de aproveitar os mecanismos institucionais existentes. Dirigindo-se aos jovens, ele os encorajou a evoluir para criar formas mais estruturadas de empreendedorismo, defendendo uma mudança de mentalidade, centrada na produção, inovação e transformação interna como base para o crescimento econômico da África. Texto: Germano Ndlovoa dvertisement

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