Maria Luís Albuquerque defende reforço das pensões

Maria Luís Albuquerque defende reforço das pensões

“Sabemos que os sistemas públicos continuarão a ser a base da proteção social, mas também sabemos que no contexto demográfico desafiador, para colocar a questão de forma suave, precisamos diversificar fontes de renda na aposentadoria”, disse a comissária dos Serviços Financeiros e União da Poupança e dos Investimentos, em discurso no Fórum Económico Segurador, promovido pela Associação Portuguesa de Seguradores, em Lisboa. Para Maria Luís Albuquerque, é necessário o reforço das pensões complementares, nomeadamente através do pacote europeu sobre pensões, apresentado em novembro, que tem em vista “aumentar a participação dos cidadãos, melhorar a eficiência dos produtos e criar incentivos adequados para a poupança de longo prazo”. Nesse sentido, a ex-ministra da Fazenda também ressaltou que o setor de seguros “tem um papel central”, tendo em vista que as seguradoras são especialistas em “planejamento financeiro de longo prazo e em gestão prudente de riscos”. “Mais poupança para a aposentadoria também significa mais capital disponível para financiar a economia europeia, criando um círculo virtuoso entre segurança financeira individual e crescimento econômico”, ressaltou. A executiva destacou ainda o papel das seguradoras como um dos “maiores investidores institucionais da Europa”, apontando que há “espaço para uma maior participação do setor de seguros como fonte de capital paciente”. “Não podemos ter capital de longo prazo imobilizado por interpretações excessivamente conservadoras de risco”, reiterou, defendendo que o setor de seguros pode ser “um motor de investimento, inovação e crescimento econômico europeu”. Vale destacar que o ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, anunciou na terça-feira que o governo vai apresentar um plano de poupança para reforçar as pensões complementares em Portugal, além das públicas. “Nós vamos esperar que a Comissão (Europeia) termine o seu trabalho e depois apresentaremos um plano de poupança que está a ser trabalhado com os reguladores e também com os agentes do mercado”, disse Joaquim Miranda Sarmento. Falando aos jornalistas portugueses em Bruxelas, no final da reunião dos ministros das Finanças da UE na qual foi discutido o pacote de pensões complementares proposto pelo executivo comunitário, o governante apontou que “a poupança em Portugal subiu muito desde a pandemia (pois) historicamente apresentava 7% ou 8% do rendimento disponível e hoje está em torno de 12% ou 13% do rendimento disponível”. Leia Também: Maria Luís Albuquerque: “Portugal é hoje mais próspero, mais competitivo”

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