Mau tempo. E-Redes mobilizou “450 geradores” para zona

Mau tempo. E-Redes mobilizou "450 geradores" para zona

“Neste momento, temos cerca de 450 geradores mobilizados para a zona afetada pelo temporal. Há depois uma logística própria de transporte e de instalação destes geradores”, referiu José Ferrari Careto, nos Bombeiros Sapadores de Leira, onde está o centro de operações do município. Em conferência de imprensa, este responsável explicou que os geradores “não são propriamente portáteis”, mas têm “uma dimensão e um peso consideráveis”, decorrendo da alimentação destes equipamentos. Sobre as zonas rurais, existe “uma quantidade muito significativa de apoios, de postos na rede de média tensão e na rede de baixa tensão que estão danificados, que estão no chão”. “Estamos a recuperar várias linhas de média tensão. É um trabalho demoroso, é um trabalho que já vai numa grande capilaridade na rede e é um trabalho que vai demorar algum tempo”, avisou, esclarecendo que à medida que as operações decorrem novas dificuldades são identificadas. Garantindo que a empresa está a fazer tudo ao seu alcance, com os seus parceiros e até equipas de Espanha, o presidente do conselho de administração frisou que a empresa parou totalmente as suas atividades de investimento, para priorizar o restabelecimento de eletricidade. Sobre Leiria, assinalou que “não houve muitos concelhos afetados ao nível de subestações” como neste, onde ainda há duas sem funcionar, Andrinos e Pinheiros. “Ao nível do país, neste momento, há apenas dois concelhos afetados ao nível de subestações e é Leiria e também o concelho de Pombal, que tem uma subestação também fora de serviço, que é a subestação de Ranha”, referiu. Assegurando que estão a ser feitos “esforços no sentido de recuperar essas três subestações que ainda subsistem desligadas”, José Ferrari Careto admitiu que é uma “reposição demorada”, pois trata-se de “torres de 20 a 30 metros que pesam entre cinco e 10 toneladas”. Segundo o responsável, a empresa está “a tentar encontrar métodos expeditos para poder fazer essa reposição”, podendo, inclusivamente, passar por estender a rede subterrânea, “para evitar ter demoras”. “Importante dizer que a alimentação que neste momento estamos a fazer ao concelho de Leiria passa muito pelas subestações que estão, obviamente, já disponíveis e passa por um aproveitamento da rede subterrânea que Leiria tem”, acrescentou. Das 20 freguesias de Leiria, três já têm geradores instalados, prevendo-se que até ao final do dia de hoje outros possam ser colocados. O presidente da Câmara, Gonçalo Lopes, considerou, no entanto, que a solução de geradores é uma vela colocada na escuridão das freguesias, dado que darão, apenas, para alimentar “um pavilhão onde as pessoas possam tomar banho, ligar carregadores e algumas casas à volta”. A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, causou pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho. No sábado, outros dois homens morreram ao caírem de um telhado que estavam a reparar, um no concelho da Batalha e outro em Alcobaça. Na madrugada de domingo, um homem morreu no concelho de Leiria por intoxicação com monóxido de carbono com origem num gerador. Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal. Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos. O Governo decretou situação de calamidade entre as 00h00 de quarta-feira até às 23h59 de dia 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, número que pode aumentar. Leia Também: AO MINUTO: Governo anuncia apoios; Proteção Civil envia “SMS preventivo”

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