Moçambique Perdeu Mais de 260 Mil Hectares de Florestas Nas
advertisemen tMoçambique perdeu, no ano passado, 267 mil hectares de florestas devido a queimadas descontroladas, segundo dados da Direção Nacional de Florestas e Fauna Bravia. O número revela a dimensão das perdas anuais registradas e reforça a necessidade de medidas urgentes de proteção ambiental. O País tem cerca de 34 milhões de hectares de florestas. Contudo, esta área tem vindo a reduzir de forma contínua. As principais causas apontadas são as queimadas descontroladas e o desmatamento realizado por algumas comunidades, pressionando cada vez mais os recursos naturais. Segundo a instituição, o desmatamento decorre, em grande medida, da prática da agricultura e da produção desordenada de carvão. Esses fatores continuam a acelerar a degradação das florestas, colocando em risco o equilíbrio ambiental e a sustentabilidade dos ecossistemas. “Nossas preocupações se concentram, é claro, no desmatamento. O País tem registrado altos níveis, e temos organizado as comunidades, com apoio de parceiros, para promover uma gestão sustentável dos recursos”, explicou Imede Fulame, diretor nacional de Florestas e Fauna Bravia. O oficial acrescentou que muitas comunidades dependem diretamente das florestas para seu sustento diário. Atividades como a venda de carvão e a coleta de produtos florestais não madeireiros tornam essencial a preservação desses recursos para garantir o futuro das próximas gerações. Falando no distrito de Matutuíne, na província de Maputo, à margem das celebrações do Dia Internacional das Florestas, celebrado em 21 de março, Imede Fulame destacou que o País registra perdas significativas todos os anos. Segundo o dirigente, a ação humana continua sendo o principal fator dessa realidade. “Nós estimamos perdas anuais na ordem de 267 mil hectares de florestas. Trata-se de uma área significativa, afetada tanto pelas queimadas descontroladas como pela produção de carvão. O essencial é sensibilizar para uma exploração sustentável”, afirmou Imede Fulame. Segundo a Direção Nacional das Florestas e Fauna Bravia, a província de Maputo está entre as mais afetadas por esse fenômeno. Como consequência, mais de 50 mil hectares precisam atualmente de reflorestamento, exigindo intervenções urgentes e coordenadas. Nesse contexto, ocorrem ações de reposição de árvores, incluindo o plantio de mais de 4000 mudas. Ao mesmo tempo, operadores florestais reforçam a produção em viveiros, na tentativa de recuperar áreas degradadas e frear o avanço da destruição. “Estamos trabalhando para repovoar as áreas exploradas e manter Maputo verde”, disse Agostinho Nhantumbo, presidente da Associação dos Operadores Florestais.



Publicar comentário