Novo edifício em Entrecampos permitirá centralizar

Novo edifício em Entrecampos permitirá centralizar

“No seguimento do contrato-promessa de compra e venda assinado, em 2025, entre o Banco e a Fidelidade para a aquisição de um novo edifício de escritórios em Entrecampos, em estado de Core & Shell, foi efetuado um primeiro pagamento de 57.597 milhares de euros (de um total estimado de cerca de 192 milhões de euros)”, lê-se no Relatório do Conselho de Administração divulgado hoje. Esta operação está refletida na rubrica dos ativos fixos tangíveis e intangíveis em curso, que registou um aumento que diz respeito, em grande parte, a “projetos relativos a edifícios, instalações e equipamentos, nomeadamente, a obras de adaptação do novo edifício de escritórios em Lisboa, e a infraestruturas de suporte à operação e ao desenvolvimento de sistemas de informação”. Este novo edifício de escritórios “permitirá centralizar as atividades do Banco atualmente distribuídas por quatro localizações em Lisboa”, indica a instituição. Esta aquisição levantou polêmica devido a dúvidas quanto ao seu valor final e os deputados da Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública aprovaram esta semana dois requerimentos para a audição do ex governador do BdP, Mário Centeno, e do atual, Álvaro Santos Pereira, sobre este tema. Em 21 de julho de 2025, o jornal ‘online’ Observador noticiou que o valor das futuras instalações será superior aos 192 milhões de euros da transação acordada, pois este montante refere-se apenas às obras estruturais (não contando com acabamentos, pinturas, pavimento final, acabamentos interiores, entre outros), estimando o jornal que o custo total possa subir para 235 milhões de euros. O jornal também noticiou haver alertas de consultores do Banco de Portugal, especificamente sobre os licenciamentos e a possível necessidade de avaliação de impacto ambiental na construção do estacionamento. Mário Centeno foi ouvido anteriormente no parlamento sobre esse processo, em 25 de setembro de 2025, quando estava deixando o cargo de governador. Na ocasião, ele explicou que o “valor final” das instalações da instituição vai depender decisões que ainda não foram tomadas, referindo-se a escolhas como “alcatifas, os móveis, a decoração”. Mário Centeno disse que o valor da aquisição do prédio é de 192 milhões de euros e que, em relação à compra em si, o projeto “não tem incerteza sobre seu custo”. Centeno disse que há um conjunto de opções sobre o interior do prédio que ainda não estão fechadas e garantiu que essas escolhas “serão tomadas com o mesmo rigor” financeiro com que as decisões sobre compra e construção foram tomadas até agora. O então governador assegurou que a concentração dos trabalhadores em um mesmo prédio trará economia operacional ao BdP. Leia Também: Reservas de ouro do Banco do portugal valorizam 46% em 2025

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