Governo fará “último esforço” após chumbo da UGT e anuncia

A ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Maria do Rosário Palma Ramalho, afirmou nesta quinta-feira que “o Governo está sempre disponível para o diálogo”, após o secretariado nacional da UGT rejeitar por unanimidade a última versão da proposta de revisão da legislação laboral e anunciou uma nova reunião para o dia 7 de maio. “O Governo está sempre disponível para o diálogo, nomeadamente na Concertação Social. Mas, neste caso, temos uma versão do acordo que é profundamente consolidada por todas as partes”, começou por sublinhar em declarações aos jornalistas. “E todas as partes consideraram que essa é a versão final e todos deram o acordo a essa versão, faltando apenas a ratificação da UGT”, disparou. Considerando que “não basta a UGT manifestar disponibilidade para continuar negociando”, a ministra do Trabalho afirmou que a central sindical “terá que mostrar que quer efetivamente uma aproximação e não continuar tendo pretextos para fazer fugas para a frente”. “O Governo esperará, nos próximos dias, uma posição realmente construtiva e clara da UGT sobre os poucos pontos – os únicos – que ficaram em aberto no processo de negociação”, disse Palma Ramalho, admitindo que o Governo poderá assim “fazer um último esforço”. A ministra anunciou, ainda, que o Governo “vai agendar uma reunião da Comissão Permanente da Concertação Social para de hoje a 15 dias”, ou seja dia 7 de maio, “para haver tempo de reflexão”. “Encerramos o tema formalmente nessa reunião que vou convocar para o dia 7 de maio”, concluiu. UGT rejeitou proposta de reforma da legislação trabalhista Destaque-se que o secretariado nacional da UGT rejeitou, nesta quinta-feira, por unanimidade a última versão da proposta de revisão da legislação trabalhista apresentada pelo governo, mas garantiu que “continua sempre disponível” para negociar se o executivo tiver alguma nova proposta. “Em relação à proposta que está hoje em cima da mesa e que é a última versão, o secretariado nacional rejeitou a proposta”, anunciou o secretário-geral da UGT, Mário Mourão, em declarações aos jornalistas no final da reunião extraordinária do secretariado nacional da central sindical, em Lisboa. Segundo Mário Mourão, a decisão foi tomada “por unanimidade” e também ficou decidido que a “UGT continua sempre disponível” para negociar. “Portanto, se o Governo tiver alguma proposta que ainda queira fazer no sentido de trabalhar para um acordo, a UGT está totalmente disponível (para discutir) em sede de Concertação Social”, acrescentou. O secretário-geral da UGT ressaltou ainda que a central sindical “continuará como sempre foi sua matriz negocial e de diálogo”, por isso, se da parte do executivo ainda houver disponibilidade para “aproximar as posições, a UGT está sempre disponível e aberta”, insistiu. Segundo Mário Mourão, entre as medidas que estão “em cima da mesa” impedindo um acordo estão, em especial, a ‘terceirização’, a jornada contínua, a remissão abdicativa ou a não reintegração em caso de demissão ilícita, elencou, ressaltando que “o Governo tem conhecimento disso e os parceiros sociais também têm”. O secretário-geral da UGT assegura ainda que a central sindical está preparada “para quando o diploma for para a Assembleia da República”, garantindo que vão “estar na luta” e “tentar influenciar” junto dos partidos parlamentares para que a proposta “seja melhorada”. “Nós não vamos baixar os braços”, assegurou. Questionado sobre possíveis divisões dentro da UGT, Mário Mourão indicou que “o resultado da votação de hoje é claro: a UGT não está dividida. Está mais fortalecida, está mais unida e determinada a lutar pela defesa dos trabalhadores que representa e de seus sindicatos”. (Notícia atualizada às 16h16) O secretário-geral da UGT, Mário Mourão, anunciou o chumbo da proposta de revisão da lei trabalhista, por “unanimidade”. Mesmo assim, a central sindical está disponível para continuar negociando. Notícias ao Minuto com Lusa | 14:29 – 23/04/2026



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