Novo recorde. Cabaz alimentar “nunca tinha estado tão caro”,

Novo recorde. Cabaz alimentar "nunca tinha estado tão caro",

Mais uma semana, mais um recorde: a cesta básica monitorada semanalmente pela DECO PROteste voltou a atingir um novo recorde na última semana, segundo dados divulgados pela organização nesta quinta-feira. Custa agora 254,40 euros. “A cesta de 63 alimentos monitorada pela DECO PROteste desde janeiro de 2022 também nunca tinha ficado tão cara e continua batendo recordes de preço toda semana”, explica a organização de defesa do consumidor. Na última semana, cabe destacar, “apesar de ter registrado uma alta de apenas 8 centavos (0,03%), voltou a atingir um novo recorde: 254,40 euros”. “Desde o início do ano, a alta já foi de 12,57 euros (mais 5,2 por cento). Em 5 de janeiro de 2022, para comprar exatamente os mesmos produtos, os consumidores gastavam menos 66,70 euros (menos 35,53 por cento)”, pode ler-se no site da organização. Peixes e hortifrutigranjeiros se destacam A DECO PROteste explica que os “preços do peixe e dos hortifrutigranjeiros foram os que mais aumentaram nos três primeiros meses do ano”, sendo que, “no peixe, entre 7 de janeiro e 25 de março, a alta foi de 7,68 por cento” e “nas frutas e verduras já chegou a 6,43 por cento”. “Uma cesta com um quilo de 13 frutas e legumes, como laranja, maçã gala, banana, tomate, couve-flor ou alface, custava R$ 28,51 na primeira semana do ano. Agora, custa R$ 30,34. Já uma cesta com um quilo de oito variedades de peixes — bacalhau grande, dourada, salmão, pescada fresca, carapau, peixe-espada-preto, robalo e perca — passou de R$ 84,43 para R$ 90,91 euros em apenas três meses”, contabiliza a organização. Quais produtos aumentaram mais? Na última semana, entre 18 e 25 de março, os produtos cujo preço mais aumentou percentualmente foram abobrinha (mais 17%), o tomate (mais 15%) e a cebola (mais 10 por cento). “Por outro lado, se compararmos os preços atuais com os da primeira semana do ano, em 7 de janeiro de 2026, a maior alta percentual de preço foi vista em produtos como abobrinha (mais 46%) a dourada (mais 28%) e a couve-coração (mais 27 por cento)”, explica a organização. Agora, “desde 5 de janeiro de 2022, quando a DECO PROteste iniciou o monitoramento do preço dessa cesta, os maiores aumentos percentuais foram os da carne bovina para cozinhar (mais 122%), da couve-coração (mais 88%) e dos ovos (mais 84 por cento)”. Aumento pode não parar por aí… “Com o conflito no Oriente Médio, é possível que os preços dos alimentos possam subir ainda mais nos próximos meses. Essa guerra já causou aumentos nos preços dos combustíveis e da energia, e os impactos podem começar a ser sentidos nas cadeias de suprimentos, assim como aconteceu com a crise energética causada pelo início da guerra na Ucrânia”, alerta a DECO PROteste. Mais: “Ao impacto das altas de preços nos combustíveis poderão ainda somar-se os prejuízos causados pelas tempestades de janeiro e fevereiro no País, cujos efeitos podem ainda não estar integralmente refletidos nos preços ao consumidor, assim como uma alta nos preços dos fertilizantes usados na agricultura. Alguns dos maiores produtores de fertilizantes agrícolas, e de matérias-primas para fertilizantes, estão localizados no Oriente Médio. Com grande parte destas mercadorias expedida por via marítima através do estreito de Ormuz, se o conflito na região se prolongar, os preços destes produtos podem vir a aumentar significativamente, o que resultará em alimentos mais caros”, explica a organização. Vale lembrar que, “nos últimos quatro anos, a DECO PROteste tem acompanhado a evolução dos preços dos alimentos essenciais, analisando, todas as quartas-feiras, o custo total de uma cesta, com base nos preços coletados no dia anterior nos principais supermercados com loja online”. “Começa-se calculando o preço médio por produto em todas as lojas online do simulador, em que ele está disponível. Depois, somando o preço médio de todos os produtos, obtém-se o custo da cesta para um determinado dia”, explica. Leia Também: Quem tem direito aos R$ 25? Governo explica regras do “Botija Solidária”

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