OMS Precisa de 16 M$ Para Prestar Resposta Humanitária na

OMS Precisa de 16 M$ Para Prestar Resposta Humanitária na

advertisemen tA Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou que precisa de 16 milhões de dólares para apoiar mais de 400 mil pessoas nas províncias de Nampula, Niassa e Cabo Delgado, na região Norte de Moçambique, no âmbito do seu Plano de Resposta Humanitária aprovado para o presente ano. Em documento citado pela Lusa, a entidade alertou que a tendência de casos de cólera, epidemia que afeta o País desde setembro, apresenta diferenças significativas entre aquelas províncias, com Cabo Delgado registrando um aumento significativo, de zero casos notificados em 2025 para 411 casos este ano. Em Nampula, a OMS disse que o aumento de casos da doença foi ainda mais acentuado, passando de 380 para 1028, sugerindo uma possível intensificação de fatores de risco como o acesso inadequado à água potável ou o aumento da exposição a fontes contaminadas. “A província de Niassa não registrou nenhum caso nos dois anos, o que pode refletir a ausência de transmissão ou quaisquer limitações na vigilância”. Segundo a instituição, os dados mostram redução dos casos de malária e sarampo naquelas regiões, com Cabo Delgado a registar a descida mais acentuada dos casos de malária, de 93,9 mil para 30,9 mil, seguida de Nampula, que saiu de 182,2 mil para 82,4 mil casos, sendo que Niassa verificou uma redução menor, de 40,3 mil para 37,8 mil. “Esses resultados sugerem que intervenções de controle da malária, como distribuição de mosquiteiros, pulverização residual intradomiciliar e melhoria da gestão de casos, podem ter um efeito positivo”, aponta. Sobre o sarampo, a organização observou que ele diminuiu em todas as províncias nesse período, embora em diferentes graus, já que Cabo Delgado saiu de 48 casos para 13, Nampula registrou uma queda de 51 para 30 casos e Niassa de 57 para 46 casos. “Apesar da tendência de queda, os números sugerem a necessidade de intensificar as campanhas de imunização e monitorar grupos de indivíduos suscetíveis, particularmente no Niassa”, concluiu.advertisement

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