Organização Israelita Encerra Missão de Ajuda Humanitária em
advertisemen tA organização humanitária israelense NATAN Worldwide Disaster Relief, que oferece ajuda médica e psicológica globalmente, comunicou que encerrou sua missão de apoio em Moçambique. Em comunicado, a Embaixada daquele país baseada em Angola fez saber que, após duas semanas de operações intensivas nas áreas afetadas pelas enchentes de janeiro, sua delegação médica retornou a Israel. “O objetivo de atendimento à população moçambicana foi cumprido. Durante o período de intervenção, a equipe de especialistas, composta por médicos, enfermeiros, assistentes sociais e pessoal de apoio, prestou atendimento médico direto a mais de 500 mulheres e crianças”, descreve o comunicado. Segundo o documento, a equipe estava operando em condições logísticas desafiadoras, com clínicas móveis em diferentes aldeias na parte Sul de Moçambique, acrescentando que a missão se concentrou nas comunidades onde as infraestruturas de saúde foram severamente danificadas pelas enchentes. “Um dos momentos mais marcantes da missão ocorreu quando uma enfermeira-parteira israelense atendeu uma mulher em trabalho de parto ativo, em uma clínica móvel ao ar livre, coordenando com sucesso o nascimento de uma bebê saudável, junto com o pessoal médico local moçambicano”, frisou. A nota também adianta que a Embaixada de Israel em Luanda, com jurisdição para Moçambique, facilitou os esforços de coordenação que permitiram a rápida mobilização e eficácia da equipe no terreno, reafirmando, assim, os laços de solidariedade entre o povo israelense e moçambicano em momentos de crise. “Estamos imensamente orgulhosos do trabalho incansável e da dedicação profunda da equipe da NATAN. Esta missão não se limitou ao tratamento médico; tratava-se de oferecer dignidade e uma mão amiga em um momento de desastre”, declarou o embaixador Leo Vinovezky, citado no comunicado. Dados atualizados do INGD indicam que, desde o início da estação chuvosa, em outubro, 856 mil pessoas foram afetadas em todo o País, com registro de 215 mortos e 314 feridos, tendo sido abertos 137 centros de acomodação, que abrigaram 112,9 mil pessoas. Atualmente, 51 centros ainda estão ativos, com pelo menos 41.197 pessoas. Desde 7 de janeiro, 246 unidades sanitárias, 635 escolas e cinco pontes também foram danificadas. No setor agrícola, as enchentes afetaram 554.603 hectares de cultivo, dos quais 287.810 foram considerados perdidos, atingindo 365.137 agricultores. Estima-se também a morte de 530 998 cabeças de gado, entre bovinos, caprinos e aves. Recentemente, o governo previu a necessidade de pelo menos R$ 644 milhões para reparar os danos causados pelas chuvas intensas registradas nos últimos 20 dias, que resultaram em enchentes e inundações em várias regiões do País, com maior incidência nas zonas Centro e Sul. Entre os principais prejuízos, destacam-se os danos em cerca de três quilômetros da Estrada Nacional Número 1, a principal via rodoviária que liga Moçambique de norte a sul, situação que agravou as dificuldades de circulação de pessoas e de escoamento de bens essenciais. No final do ano passado, o Executivo aprovou o plano de contingência nacional para a estação chuvosa 2025-26 avaliado em 14 bilhões de meticais. No entanto, admitiu ter apenas 6 bilhões de meticais da verba necessária. O País é considerado um dos mais severamente atingidos pelas mudanças climáticas, enfrentando ciclicamente enchentes e ciclones tropicais. Nas últimas chuvas, entre 2024-25, Moçambique foi atingido pelos ciclones Chido, Dikeledi e Jude que causaram a morte de pelo menos 313 pessoas, feriram 1255 e afetaram mais de 1,8 milhão. Os eventos extremos causaram pelo menos 1016 mortos em Moçambique entre 2019 e 2023, afetando cerca de 4,9 milhões de pessoas, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística.advertisement



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