Plano Humanitário Para o Norte de Moçambique Exige 348

Plano Humanitário Para o Norte de Moçambique Exige 348

advertisemen tO Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) divulgou o Plano de Necessidades e Resposta Humanitária (HNRP) para 2026, no qual revela a necessidade de 348 milhões de dólares para assistir, de forma urgente, cerca de 1,1 milhão de moçambicanos afetados pelos conflitos na região Norte. Em comunicado, a agência das Nações Unidas esclarece que, do total de afetados, 919 mil são considerados de alta prioridade e residem em áreas classificadas como de alto nível de gravidade, ressaltando que, ao todo, serão cobertos distritos das províncias de Cabo Delgado, Nampula e Niassa. “Até o final de fevereiro, o programa havia fornecido alguma assistência, incluindo ajuda alimentar a 314 mil pessoas, enquanto 73 mil crianças tiveram acesso a serviços de educação, nutrição e proteção infantil”, descreveu. A entidade adiantou que, neste momento, doadores internacionais contribuíram com US$ 103,6 milhões para o HNRP. “A lacuna de financiamento foi agravada por um adicional de 187 milhões de dólares necessários para mitigar o impacto das inundações durante a atual estação chuvosa”, elucidou. Em fevereiro, o Fundo de Resposta a Emergências da Organização das Nações Unidas (CERF, sigla em inglês) informou que ter mobilizado, desde janeiro, cinco milhões de dólares para mitigar as consequências das enchentes que afetaram as províncias de Maputo e Gaza, na região Sul de Moçambique. A entidade explicou que os recursos foram usados ​​para fornecer abrigos e atendimento emergencial às populações deslocadas e que resultaram de doações estrangeiras, ressaltando que, somente em janeiro, mais de 100 mil pessoas chegaram a ser distribuídas nos 110 centros de acomodação criados. A ONU alertou para o impacto profundo que as enchentes estão causando, ressaltando a existência de necessidades urgentes de proteção O governo previu a necessidade de pelo menos US$ 644 milhões para reparar os danos causados ​​pelas chuvas intensas, que resultaram em enchentes e inundações em várias regiões do País, com maior incidência nas zonas Centro e Sul. Entre os principais prejuízos, destacam-se os danos em cerca de três quilômetros da Estrada Nacional Número 1 (N1), a principal via rodoviária que liga Moçambique de norte a sul, situação que agravou as dificuldades de circulação de pessoas e de escoamento de bens essenciais. No final do ano passado, o Executivo aprovou o plano de contingência nacional para a estação chuvosa 2025-26 avaliado em 14 bilhões de meticais. No entanto, admitiu ter apenas 6 bilhões de meticais da verba necessária. Moçambique está em plena estação chuvosa, período que tem sido marcado por alertas de chuvas e ventos fortes. O País é considerado um dos mais severamente atingidos pelas mudanças climáticas, enfrentando ciclicamente enchentes e ciclones tropicais. Nas últimas chuvas, entre 2024-25, Moçambique foi atingido pelos ciclones Chido, Dikeledi e Jude que causaram a morte de pelo menos 313 pessoas, feriram 1255 e afetaram mais de 1,8 milhão. Os eventos extremos causaram pelo menos 1016 mortos em Moçambique entre 2019 e 2023, afetando cerca de 4,9 milhões de pessoas, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística.advertisement

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