PR Defende Abordagem Integrada Para “Garantir a Segurança

PR Defende Abordagem Integrada Para “Garantir a Segurança

O Presidente da República e comandante-chefe das Forças de Defesa e Segurança (FDS), Daniel Chapo, defendeu, esta quinta-feira, 17 de Julho, que a defesa nacional deve ser encarada como uma responsabilidade colectiva, envolvendo todos os cidadãos, e não apenas as forças militares, informou O País.

Segundo o jornal, a declaração foi feita durante a aula inaugural do primeiro Curso de Defesa Nacional, no Instituto Superior de Estudos de Defesa (ISEDEF), em Maputo. O evento marcou o início do ano académico na instituição e contou com a presença de oficiais, académicos e quadros do Estado.

No seu discurso, o chefe do Estado afirmou que a defesa nacional ultrapassa a dimensão militar, e deve integrar sectores como a inteligência, diplomacia, economia, meio ambiente, ciência e tecnologia. “A protecção de um País é uma responsabilidade de todos nós, não é só dos militares”, declarou, acrescentando que a política de defesa e segurança nacional assenta nestes princípios, procurando sempre salvaguardar os interesses do Estado.

Daniel Chapo definiu a defesa nacional como “acções e estratégias adoptadas por um Estado para proteger a sua soberania, integridade territorial, independência, instituições, recursos e a população contra ameaças externas e internas.” Sublinhou ainda que o conceito tem vindo a evoluir, tornando-se dinâmico, em resposta às mudanças do cenário internacional.

Durante a aula, o Presidente da República apelou à reflexão crítica dos formandos, levantando questões relacionadas com o posicionamento de Moçambique na segurança global, o impacto da instabilidade africana e os desafios internos como o terrorismo em Cabo Delgado, tráfico de drogas e de pessoas, crime organizado, efeitos das alterações climáticas e actos de violência recentes no País.

O chefe do Estado afirmou que a defesa nacional ultrapassa a dimensão militar, e deve integrar sectores como a inteligência, diplomacia, economia, meio ambiente, ciência e tecnologia

O Curso de Defesa Nacional, agora inaugurado, visa reforçar a capacidade estratégica do Estado, com um plano curricular que inclui temas como geopolítica, democracia, direito internacional humanitário, cultura e identidade, além das matérias clássicas de defesa e segurança. O objectivo, segundo Daniel Chapo, é promover “a massificação da cultura de Estado” nas questões da segurança nacional.

O chefe do Estado enalteceu o esforço permanente das Forças de Defesa e Segurança, que “dia e noite, faça chuva ou faça sol, se esmeram com bravura para defender a nossa independência, soberania, integridade territorial e garantir a ordem pública.”

No encerramento, exortou o Comando do ISEDEF a manter o espírito de inovação e os formandos a pautarem-se por disciplina, lealdade ao Estado, imparcialidade e coragem. “A defesa nacional não se delega. É uma responsabilidade colectiva”, concluiu, declarando oficialmente lançado o curso.a d v e r t i s e m e n t

Publicar comentário