Reforço da TAP na rota Lisboa-Porto é uma “boa notícia”

Reforço da TAP na rota Lisboa-Porto é uma "boa notícia"

“Claro que é uma boa notícia. É uma notícia que, não só tem um caráter de solidariedade para com o país e para com as regiões, mas (…) é uma boa alternativa”, disse Luís Pedro Martins à Lusa, à margem do 35.º Congresso Nacional AHP, organizado pela Associação da Hotelaria de Portugal (AHP), no Porto. As obras de reparo no trecho da Rodovia 1 (A1), que desabou na quarta-feira após o rompimento de um dique no rio Mondego, em Coimbra, estão em andamento, mas ainda sem previsão de conclusão, informou a Brisa na tarde de quinta-feira. No final da tarde, fonte oficial da TAP disse à Lusa que a companhia vai reforçar a rota Lisboa-Porto com até mais sete voos por semana e aumento da capacidade em alguns horários, de forma a suprir necessidades da população afetada pelo corte da A1. “Neste tempo em que há a A1 vai ficar encerrada e que a A8 vai passar a ter uma pressão que não tinha – porque não havendo A1 e não havendo ferrovia significa que vai tudo cair em cima da A8 -, esta possibilidade, claro, que é uma boa alternativa. E a TAP tem condições de o fazer porque tem também uma equipa extraordinária no Aeroporto Francisco Sá Carneiro, para poder atuar bem neste esforço agora que faz”, acrescentou o responsável. Na prática, a TAP vai disponibilizar “até mais sete voos por semana e aumentar a capacidade em alguns horários de acordo com a demanda e disponibilidade de recursos”, disse fonte oficial à Lusa. Segundo a mesma fonte, “esse esforço de realocação de capacidade destina-se a responder às necessidades da população afetada pelo corte da A1 e permanecerá até que se mostre necessário”, acrescentou. Em causa está a interrupção de um troço da A1 (autoestrada que liga Lisboa e o Porto) junto ao nó de Coimbra Sul, entre os quilómetros 198 e 189, onde a circulação rodoviária está cortada em ambos os sentidos desde pouco depois das 18h de quarta-feira, na sequência da ruptura de um dique na margem direita no rio Mondego. “As vias alternativas para os usuários da A1 permanecem o corredor A8/A17/A25 ou o IC2”, ressaltou. Segundo a concessionária Brisa, os trabalhos de estabilização do aterro junto ao encontro norte do viaduto C do Mondego, na A1, já estão em andamento e se materializam em duas fases, a primeira focada no sentido Norte-Sul e a segunda focada no sentido Sul-Norte. A empresa disse ainda que os trabalhos estão sendo acompanhados por equipes técnicas do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) e do Ministério da Infraestrutura e Habitação. A Brisa reforçou que está trabalhando em estreita articulação com o Ministério das Infraestruturas e Habitação, o Instituto da Mobilidade e dos Transportes, a Guarda Nacional Republicana, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, a Agência Portuguesa do Ambiente e o LNEC. A ruptura do trecho da A1 junto ao nó de Coimbra Sul foi motivada pelo rompimento do dique e “subsequente escavação dos solos do aterro, devido ao débito excepcional de água no rio Mondego, na região de Coimbra”, segundo a Brisa. Dezesseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que também causaram muitas centenas de feridos e desalojados. A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e estruturas, o fechamento de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e enchentes são as principais consequências materiais do temporal. As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas. O governo prorrogou a situação de calamidade até o dia 15 para 68 municípios e anunciou medidas de apoio de até R$ 2,5 bilhões. Leia Também: TAP reforça voos Lisboa-Porto após corte da A1 (até mais 7 por semana)

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