Afinal, Quais São os Limites de um Seguro? • Diário

Afinal, Quais São os Limites de um Seguro? • Diário

Você já se perguntou o que não pode ser coberto por um seguro? Embora hoje existam opções para praticamente tudo — de automóveis a smartphones, passando por animais de estimação e até vozes de artistas —, há limites curiosos quanto ao que pode ou não ser protegido formalmente. Um dos principais fatores que impedem certos bens ou situações de entrar nos contratos de seguro é a impossibilidade de medir o risco ou o valor real do objeto ou evento. Por exemplo, não é possível proteger “a sorte no amor” ou “a felicidade futura”, porque são subjetivos e impossíveis de quantificar. O mesmo acontece com sentimentos, crenças, ideias e até promessas: por mais impacto que tenham na vida de alguém, não há uma forma de atribuir-lhes um valor financeiro ou prever riscos de uma maneira concreta. Além disso, coisas ilegais ou contrárias à ordem pública também não podem ser protegidas, como bens obtidos de forma ilícita ou atividades proibidas por lei. Outro ponto curioso: não se pode proteger diretamente o lucro futuro de um negócio que ainda não existe, apenas perdas mensuráveis ​​com base em projeções reais e legalmente autorizadas. Ainda há debates éticos e jurídicos sobre os limites do que deve ser protegido. Já houve tentativas, por exemplo, de proteger relacionamentos amorosos ou evitar perdas emocionais com separações. Em muitos países, esse tipo de cláusula não é reconhecido legalmente. Tudo isso mostra que, apesar da abrangência atual, a proteção formal tem que estar ancorada em critérios técnicos, legais e objetivos. É nesse equilíbrio entre o que pode ser medido e o que não pode ser previsto que reside a fronteira — por vezes bem curiosa — desse universo. Fonte: Bossa Nova Seguros

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