FMI Prevê “Deterioração Das Contas Externas” Devido Aos

Fitch Sugere Reestruturação da Dívida Moçambicana Antes de

advertisement O Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê que Moçambique registre uma piora em suas contas externas em 2026, contrariando a tendência de melhora esperada para a maioria dos países da África Subsaariana. A projeção foi apresentada nesta quarta-feira (4), em Maputo, por Olamide Harrison, representante residente do FMI em Moçambique, durante a divulgação do relatório Perspectivas Econômicas Regionais (REO) para a África Subsaariana e da mesa-redonda sobre o tema “Impacto do Choque nos Preços dos Combustíveis em Moçambique”. Ao apresentar as previsões para a posição externa dos países da região, Harrison explicou que, embora se espere uma melhora geral nos saldos da conta corrente, a situação moçambicana deve seguir uma trajetória distinta. “Prevê-se que os saldos registrem melhora, mas com grandes variações entre os países”, disse. Segundo ela, o déficit mediano da conta corrente na África Subsaariana deve diminuir em 0,3% do Produto Interno Bruto (PIB), passando para 3,5% do PIB em 2026, impulsionado principalmente por países exportadores de petróleo e economias ricas em recursos naturais. No entanto, no caso de Moçambique, a evolução será diferente. “Prevê-se uma variação negativa no caso de Moçambique, mas devido a uma estrutura diferente da economia, com aumento de importação, como os megaprojetos aqui”, declarou Harrison. O FMI também alertou para o impacto dos novos choques externos sobre as perspectivas econômicas da região, em um contexto marcado pela guerra no Oriente Médio, pela volatilidade dos mercados internacionais e pela redução da ajuda pública ao desenvolvimento. “O recente aumento dos preços do petróleo, gás e fertilizantes, juntamente com outras perturbações decorrentes do choque, está prejudicando as expectativas”, disse a representante do Fundo. Segundo a instituição, o crescimento econômico da África Subsaariana deve desacelerar para 4,3% em 2026, menos 0,3 ponto percentual em relação à previsão divulgada em janeiro. O FMI considera que um agravamento do conflito no Oriente Médio poderia causar novas pressões sobre os preços da energia e dos alimentos, aumentando os riscos para as economias da região. A instituição defende, portanto, a manutenção de políticas macroeconômicas prudentes, a proteção dos grupos mais vulneráveis ​​e o reforço da resiliência econômica diante do atual contexto de incerteza global.advertisement

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