AQUA Apreende 37,6 Metros Cúbicos de Madeira Preciosa em
advertisemen tA Agência Nacional para o Controle da Qualidade Ambiental (AQUA) apreendeu 37,6 metros cúbicos de madeira preciosa em um estaleiro ilegal instalado em uma floresta na província de Tete, no centro do País. A operação ocorreu em um momento marcado pelo período de defeso e pelo reforço das ações de fiscalização no setor florestal. “Acabamos de desmantelar um estaleiro ilegal onde encontramos madeira das espécies preciosas Chafuta e Umbila, num volume total de 37,6 metros cúbicos”, declarou Joaquim Laquene, delegado da AQUA em Tete, ao detalhar a intervenção das autoridades. Segundo Joaquim Laquene, a área florestal estava sendo utilizada como ponto de armazenamento de toras que posteriormente seriam enviadas para exportação ilegal, aproveitando o período de defeso atualmente vigente no setor. “Neste período de defeso há escassez de madeira nos mercados, o que leva os furtivos a intensificarem estas práticas. Nós vamos continuar a fiscalizar em todos os pontos”, afirmou o responsável, assegurando que a instituição dispõe de meios suficientes para garantir a continuidade das ações de controle. O Governo moçambicano aprovou, em fevereiro, uma cota de 555 mil metros cúbicos para a exploração de madeira este ano em todas as províncias do País. O volume autorizado representa um aumento em relação ao limite fixado nos anos anteriores. Moçambique perde anualmente cerca de 500 milhões de dólares devido a práticas consideradas insustentáveis no setor florestal. Entre os principais fatores destacam-se a exploração madeireira ilegal e a agricultura de corte e queima, atividades que contribuem para a degradação ambiental e causam perdas econômicas significativas. Os dados foram avançados pelo Forest Stewardship Council (FSC), organização não-governamental internacional que promove o manejo florestal responsável por meio da certificação. O FSC defende o reforço da fiscalização e a adoção de práticas sustentáveis como medidas essenciais para proteger o patrimônio florestal de Moçambique. Fonte: Lusa



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