Trabalhadores da Izidoro em luta por melhores salários no

“A empresa fez questão de retirar esse dia, terça-feira de Carnaval, que os trabalhadores tinham quando o Contrato Coletivo de Trabalho expirou em 2016”, disse à Lusa Marcos Rebocho, do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Alimentar (STIAC), que convocou para esta terça-feira uma paralisação de 24 horas. “Apesar de, no último ano, terem aumentado o auxílio-alimentação – que também sempre foi uma das nossas reivindicações -, na negociação da negociação coletiva, dos acordos de empresa, dos cadernos de reivindicações, não temos tido sucesso”, acrescentou o sindicalista. Com uma vida dedicada à empresa, onde trabalha há 45 anos, Lina Andrade foi uma das trabalhadoras que aderiram à greve convocada pelo STIAC por melhores salários e reposição de direitos na unidade de produção do Montijo, no distrito de Setúbal. “Os salários são baixos – o nosso salário é o salário mínimo nacional. Temos o subsídio de refeição, que era de 4,5 euros, mas conseguimos um aumento para seis euros, mas não temos direitos nenhuns”, disse Lina Andrade, lembrando que a Izidoro, empresa do grupo Montalva, também acabou com as diuturnidades para novos trabalhadores. Segundo informações do STIAC, os trabalhadores da Izidoro reivindicam reajustes salariais, reposição de direitos como gozo do feriado de Carnaval, negociação de negociação coletiva ou celebração de acordo de empresa e elevação do salário mínimo para R$ 1 mil, com efeitos a partir de 1º de janeiro. Eles também reivindicam a atualização do subsídio de refeição para oito euros diários, a atribuição e atualização de diuturnidades, 25 dias de férias e a redução do horário de trabalho para 35 horas semanais. Leia Também: Governo quer adaptar Sistema Elétrico Nacional às mudanças climáticas



Publicar comentário