Petróleo? UE não está em risco energético, mas preocupada

Bruxelas pede "esforço" de Portugal para reduzir dependência

Não há escassez iminente” de petróleo na Europa, referiu, na conferência de imprensa diária do executivo comunitário a porta-voz para a Energia, Anna-Kaisa Itkonen, lembrando que todos os Estados-membros têm de ter reservas de emergência para 90 dias e assegurando que todos tenham ‘stocks’ para um período entre 85 e 90 dias. A porta-voz também garantiu que, graças à estratégia de diversificação de fontes energéticas, “o impacto direto do conflito no Oriente Médio nos mercados de energia permanece limitado no curto prazo”. “Estamos muito menos preocupados com a segurança da oferta do que com a alta dos preços da energia”, acrescentou. A UE não importa nem petróleo nem gás natural do Irã, disse ele. A ofensiva dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro, desencadeou a guerra no Oriente Médio, que causou cerca de 1.300 mortos, principalmente iranianos, com registro de vítimas em 12 países. Em resposta, o Irã lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases dos EUA e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também foram registrados em Chipre, Azerbaijão e na Turquia. O guia supremo da República Islâmica do Irã Ali Khamenei, no poder desde 1989, foi morto logo no primeiro dia da ofensiva. No domingo, ele foi substituído por seu filho, Mojtaba Khamenei. O conflito também fez temer uma crise econômica global dado o impacto nos mercados de energia por estarem envolvidos alguns dos maiores produtores de petróleo e gás do mundo. Os preços do petróleo registraram hoje altas históricas acima de 100 dólares por barril, o que estava fazendo os mercados de ações afundarem e reavivar os temores de um choque inflacionário mundial. Leia Também: Países do G7 devem discutir hoje uso de reservas de petróleo

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