Oxford Economics Corta Previsão de Crescimento do PIB de

Oxford Economics Corta Previsão de Crescimento do PIB de

advertisemen tA consultoria britânica Oxford Economics revisou para baixo a previsão de crescimento da economia moçambicana para 0,3% este ano, abaixo dos 2,5% estimados anteriormente. Apesar da expansão de 4,67% registrada no último trimestre de 2025, a instituição agora antecipa um crescimento quase nulo em 2026. “Infelizmente, prevemos que a economia de Moçambique enfrentará mais um ano difícil em 2026”, escreveram os analistas da consultoria em comentário divulgado nesta segunda-feira, 2 de março, sobre os dados do Produto Interno Bruto (PIB) referentes ao último trimestre de 2025. No documento enviado aos clientes, ao qual a Lusa teve acesso, analistas dizem que “as projeções preliminares mostram que o crescimento do PIB real deve ser de apenas 0,3% este ano, abaixo da previsão anterior de 2,5%”, confirmando assim uma revisão significativa para baixo das estimativas. O departamento africano da Oxford Economics aponta como principais fatores as recentes inundações, “que destruíram vastas áreas de colheitas e infraestrutura”, o fechamento anunciado da mina de alumínio Mozal e a parada programada para manutenção da plataforma Coral Sul, operada pela Eni. Segundo a análise, esses eventos devem afetar negativamente as exportações, o emprego, a produção e os gastos dos consumidores, limitando o crescimento no curto prazo e tornando a economia mais vulnerável a choques internos e externos. Dados do Instituto Nacional de Estatística indicam que, apesar do crescimento de 4,67% no último trimestre de 2025, o País registrou contração anual de 0,52%. Antes disso, a economia havia recuado 3,92% e 0,94% no primeiro e segundo trimestres de 2025, respectivamente, depois de uma queda de 0,85% no terceiro trimestre e de 5,68% no quarto trimestre de 2024. O último período de crescimento havia sido no terceiro trimestre de 2024, quando o PIB avançou 5,58%, antes das eleições gerais de 9 de outubro daquele ano. Os violentos protestos que se seguiram causaram mais de 400 mortes e a destruição de empresas e infraestruturas públicas, agravando a crise econômica. Para 2025, o governo previa inicialmente um crescimento econômico de 2,9%, já revisado para baixo após 1,9% em 2024. “Segundo o último relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI) sobre a sustentabilidade da dívida, o País já está em ‘superendividamento’ e suas políticas são insustentáveis”, alertaram analistas, acrescentando que um novo programa do FMI poderia incluir “uma dolorosa consolidação fiscal, reestruturação da dívida doméstica e uma desvalorização da dívida moeda”, medidas que, segundo a Oxford Economics, “prejudicarão o crescimento econômico no curto prazo”.advertisement

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