Cerca de 3.000 trabalhadores ainda sem indemnizações após
17 Cerca de 3.000 trabalhadores de empresas fornecedoras da Mozal, fechada desde março, continuam sem receber indenizações, avançou hoje o sindicato que está a intermediar as negociações, tentando evitar conflitos.“É preciso sublinhar aqui que, neste horizonte de 20 empresas (fornecedoras da Mozal), algumas já cumpriram e já pagaram. Portanto, podemos estar aqui a falar por aí de 3.000 trabalhadores que estejam ainda em causa”, disse à Lusa o secretário-geral do Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Indústria Metalúrgica, Metalomecânica e Energia (SINTIME), Américo Macamo.Em causa está o encerramento em 15 de Março das actividades na Mozal, instalada nos arredores de Maputo e uma das maiores fundições em África – com mais de 1.000 trabalhadores directos e 4.000 indirectos, devido a um conflito sobre tarifas de energia.A unidade entrou em regime de manutenção e conservação, como avançou então o diretor-executivo da South32, Graham Kerr, prevendo que, sem produção, a empresa vai gastar 60 milhões de dólares, incluindo na “rescisão de contratos”, custando só a manutenção, anualmente, cinco milhões de dólares.Hoje, o secretário-geral do SINTIME avançou que, no total de 20 empresas que prestavam serviços à Mozal, e que também encerraram ou reduziram a atividade, só oito pagaram na totalidade os direitos aos seus trabalhadores, lamentando a situação dos restantes.



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