Combustível? Galp diz quando estará normalizado

Em resposta à Lusa, a Galp confirmou que um lote de combustível destinado à ilha Terceira “não cumpriu integralmente os critérios internos de qualidade aplicáveis ao combustível de aviação”, tendo sido, por isso, retirado preventivamente e não colocado no mercado.
Segundo a empresa, o produto saiu da refinaria de Sines “devidamente certificado à data da expedição”, mas os indícios disponíveis apontam para uma ocorrência operacional na cadeia logística, “possivelmente associada a operações de descarga do produto por via marítima”.
A petrolífera acrescentou que está ainda em curso “o apuramento das circunstâncias concretas”.
A Galp indicou também que ativou de imediato os procedimentos internos de investigação para apurar as causas da ocorrência e adotou medidas para substituir o produto.
“Em paralelo, estão a ser avaliadas medidas complementares no âmbito do controlo e monitorização da qualidade”, acrescentou.
De acordo com a empresa, foram ativados em 16 de maio abastecimentos adicionais a partir de São Miguel, assegurando o envio de combustível certificado para a Aerogare Civil das Lajes, com disponibilização faseada entre hoje e 21 de maio.
A Galp adiantou ainda que está planeada para hoje a chegada à Praia da Vitória de um navio para recolher o produto não conforme e repor novo combustível JET A-1 — combustível usado na aviação a jato — “em cumprimento dos requisitos de qualidade aplicáveis”, assegura.
“Com base na informação atualmente disponível, estima-se a normalização progressiva da operação até 23 de maio”, referiu fonte oficial da empresa.
No sábado, a CNN Portugal noticiou que durante esta semana não seria possível abastecer aeronaves na aerogare civil da Base das Lajes devido a “uma contaminação do combustível”, situação que incidiria apenas sobre o tráfego aéreo civil.
No domingo, o diretor da Aerogare Civil das Lajes, Vítor Pereira, admitiu à Lusa que o combustível que chegou à Terceira “não cumpriu com os testes de qualidade e segurança que a Galp tem para o seu produto”, mas afirmou não se tratar de contaminação.
O responsável disse então que as reservas existentes permitiam garantir que a operação aérea prevista “não iria sofrer alterações”, embora tivessem sido adotadas medidas de precaução.
Entre essas medidas, a aerogare pediu às companhias aéreas com destino à Terceira que voassem com mais combustível do que o habitual, para reduzir a necessidade de abastecimento local.
Também foi emitido um aviso para que emergências médicas fossem encaminhadas para Ponta Delgada enquanto a situação não estivesse normalizada.
No domingo, o ministro da Defesa, Nuno Melo, esclareceu que não havia qualquer problema com o abastecimento de aeronaves militares na Base das Lajes.
“Na dimensão da minha área de tutela, ou seja, no que tem a ver com os combustíveis necessários às operações militares, não há qualquer problema, os combustíveis existem”, afirmou Nuno Melo, em Alcobaça.
O Bloco de Esquerda dos Açores pediu entretanto “esclarecimentos imediatos” ao Governo Regional e ao Governo da República sobre a suspensão do abastecimento civil de aeronaves na Base das Lajes, considerando a situação “extremamente grave”.
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