Emissão de dívida de Angola, Cabo Verde e Moçambique sobe no

S&P mantém 'rating' de Portugal em 'A+' mas melhora

Em relatório sobre o endividamento dos 27 países africanos avaliados pela S&P, analistas apontam que Angola precisa levantar 4,2 bilhões de dólares (3,6 bilhões de euros), seguida por Moçambique, com 2,3 bilhões de dólares (dois bilhões de euros), e Cabo Verde, com 100 milhões de dólares (87 milhões de euros). No ano passado, esses três países africanos de língua portuguesa ficaram endividados em 5,5 bilhões de dólares (4,7 bilhões de euros), um valor que é um quinto abaixo das previsões de endividamento para este ano, em 6,6 bilhões de dólares, ou 5,7 bilhões de euros. Nas razões para esse aumento, sobretudo de Angola, a S&P diz que é esperado que este paíes lusofono e a Nigéria contraiam mais dívida devido a “despesas adicionais pré-eleitorais que limitem a dinâmica favorável do setor petrolífero e os ganhos de receitas associados às suas reformas fiscais em curso e às medidas de cobrança de receitas”. O documento nota ainda que Angola compara negativamente com os outros países africanos, já que o grupo em que está inserido “apresenta rácios de (pagamento de juros) sobre receitas que são pelo menos o dobro da média global de cerca de 9%”. Na região como um todo, a S&P diz que os países africanos devem emitir 155 bilhões de dólares em dívida pública, um aumento de 12,6% em relação aos 137,4 bilhões emitidos em 2025. “O aumento para 155 bilhões de dólares (134,4 bilhões de euros) em relação aos valores de 2025 é impulsionado, em partes aproximadamente iguais, pelo vencimento de obrigações de dívida e pelas necessidades contínuas de financiamento orçamentário”, escrevem analistas da S&P. Na nota enviada aos clientes, e à qual a Lusa teve acesso, a S&P afirma que “isso aumentará a dívida comercial soberana africana total em circulação para pouco mais de 1,2 trilhão de dólares (mais de um trilhão de euros), ou 45% do PIB (incluindo a dívida de curto prazo), até o final de 2026”. Leia Também: Moçambique com pagamentos de 63,2 milhões em atraso no serviço da dívida

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