Falta de querosene? “Impacto muito negativo na economia

“Se isso suceder, e tendo em conta que, a suceder, poderá suceder no verão, terá um impacto muito significativo, um impacto negativo muito significativo na economia portuguesa”, admitiu o ministro, em declarações aos jornalistas, no final de uma reunião com os seus homólogos da União Europeia, em Bruxelas. “Mais de 90%, 96% ou 97% dos turistas que chegam a Portugal, e no caso as regiões autônomas até mesmo 100%, vêm de avião, e, portanto, se não houver ‘jet fuel’ (querosene, combustível usado na aviação) a nível europeu, mesmo que haja nos aeroportos portugueses, os aviões não chegarão a Portugal e, portanto, os turistas não chegarão a Portugal”, explicou o ministro. Sublinhando esperar que “esse cenário não se coloque”, o responsável pelas Finanças afirmou: “Se isso acontecer, nós teremos um choque económico muito significativo e teremos de, naturalmente, procurar responder a esse choque, porque temos uma economia onde o turismo é uma indústria muito importante, quer na receita, quer no emprego”. O comissário europeu de Energia disse hoje que, por enquanto, não há problemas de fornecimento de hidrocarbonetos na UE devido ao bloqueio do Estreito de Ormuz, mas acrescentou que a UE está se preparando para uma possível escassez. Lusa | 11:20 – 05/05/2026 E a TAP? Em relação a possíveis repercussões no processo de privatização da TAP, Miranda Sarmento ressaltou que o interesse estratégico das duas concorrentes, Air France-KLM e Lufthansa, se sobrepõe à crise conjuntural, mesmo que possa durar algum tempo. O comissário europeu para a Energia, Dan Jorgensen, disse hoje que a UE está se preparando para uma possível escassez de fornecimento de querosene, apesar de o problema ainda não surgir. “Continuamos a nos preparar para uma situação em que problemas de segurança de abastecimento possam surgir. Ainda não chegamos a esse ponto, mas pode acontecer, especialmente no que diz respeito ao querosene” disse à imprensa Jorgensen. O mais recente conflito no Oriente Médio, iniciado no fim de fevereiro e envolvendo EUA, Israel e Irã, aumentou a tensão sobre os mercados de energia, com disrupções no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas mundiais de transporte de petróleo e gás. O bloqueio parcial dessa passagem tem contribuído para a alta dos preços da energia e maior volatilidade nos mercados. Leia Também: “Risco de vida”. Preso volta à prisão com drogas e celular no corpo


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